De Lendários a Reais

Recentemente, foi divulgado um estudo americano desvendando o mistério dos “vampiros” de Drawsko Pomorskie, cidade na Polônia em cujo cemitério foi descoberto em 2009 vários corpos enterrados.

Os sessenta e seis (66) esqueletos encontrados, foram vitimados de uma epidemia de cólera que castigou a região entre os séculos XVII e XVIII, e não de “vampiros”. “A propagação de doenças como cólera eram muito pouco divulgadas no século XVII e isso fez as pessoas acreditarem que se tratava de vampiro”, explica a antropóloga Lesley Gregoricka, coautora do estudo. Os corpos enterrados foram encontrados com as cabeças viradas para a mesma direção, vários com foices de ferro colocadas ao redor do pescoço… “Esses objetos serviriam de proteção…”, relata a antropóloga.

A cólera deixa o paciente desfigurado, pálido, olhos fundos, encovados, corpo esquelético. Em 2010, haitianos foram tomados pelo surto após um terremoto caribenho. Causada por uma bactéria, a doença se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo uma potente toxina que provoca diarreia intensa; vômitos intensos, indisposição generalizada, enfraquecimento físico, desidratação e perda de até 20 litros de água por dia.

Cólera também é uma irritação forte, uma ira, um impulso violento que nos incita contra aquele ou aquilo que nos ofende ou indigna (ou não). É um comportamento de ferocidade, de irritação. Sentimento violento demonstrado por alguém diante de uma situação revoltante; ira.

Outras doenças atacavam como a tuberculose, nada comum na Idade Média, e alguns de seus sintomas eram a palidez e a perda de peso. Outros cemitérios medievais espalhados pela Europa contêm exemplares, e quase todos os anos um novo “ex-vampiro” é desenterrado.

Todo este quadro levou a Europa Central a mistificar tais pacientes como vampiros e os pobres coitados, foram assim encontrados. Lendas pairam nas telas do cinema por décadas e décadas; games, contos, revistas e folclores, o certo é que, estamos sendo diariamente vampirizados. E tudo começou lentamente, como a lenda europeia que se espalhou mundo afora.

Do romantismo de “Crepúsculo”, passando pelo Drácula a Bento Carneiro o Vampiro Brasileiro todos já foram descritos com uma série de características comuns, como feições desfiguradas e comportamento violento.

Sem medo, sem superstições e sem necessidade de se cercar com muitos dentes de alho, crucifixos, umas pitadas de água benta sigam a leitura sobre vampiros, pois existem sim os distúrbios reais, ou seja, a porfíria.

A porfiria é um distúrbio genético (doença hereditária caracterizada por distúrbio do metabolismo das porfirinas) que causa o acúmulo de pigmentos vermelhos e roxos no corpo, e pode provocar a deformação da pele e do rosto dos portadores.

Podendo desencadear problemas mentais que, por sua vez, a porfíria faz com que os doentes apresentem comportamento agressivo ou bizarro. Um personagem famoso portador da doença foi Rei George III da Inglaterra, que sofria de alucinações e ataques de ira frequentes, o que lhe rendeu o apelido de “Rei Louco”.

Pesquisadores alegam que a porfiria foi uma das principais influências na criação do folclore associado com os vampiros. Na China, um pai compra sangue para saciar a necessidade do filho, para que o mesmo não continue se mutilando e/ou matando pessoas em busca de sustento para seu corpo. http://noticias.r7.com/hora-7/medicos-descobrem-vampiro-de-verdade-na-turquia-12082014.

Vampiros não envelhecem, diz a lenda. Aparentemente, a responsável por esses efeitos é a proteína GDF11 presente no sangue dos ratos mais jovens e, em vez de incentivar que o nosso planeta seja povoado por vampiros, portadores de distúrbios reais, como vem acontecendo no Brasil atual, os pesquisadores esperam aplicar a descoberta para tratar condições relacionadas com a idade, como o Alzheimer, por exemplo. Isto é valioso e desejamos que seja intensamente espalhado mundo afora, como desde a Era Medieval à Contemporânea e futura.

Ficções, games, folclore ou não, vivemos no Brasil, uma Era de muitas descobertas acerca de reais vampiros contemporâneos. Paulatinamente tudo foi arquitetado e só começamos a entender quando passamos a nos encontrar esqueletados com foices em nossos pescoços, corpos e mentes, imobilizados na tentativa incessante de nos desovarem em túmulos sinistros, bizarros a cada amanhecer, com chavões e seus movimentos desfigurados.

As características são as mesmas dos surtos da cólera, da tuberculose, da porfíria, com a necessidade de se manterem o banco estocado de sangue, farto de moeda corrente nacional ou não, para se perpetuarem vivos, joviais no poder. Outrora lendários, hoje bem reais, que ficarão na História da Nação Brasileira e nunca no folclore.

Absolutamente amparados por leis e Medidas Provisórias, liminares, a corte vampiresca não se deixa ser sepultada como os medievais. Com seus olhos encovados a Soberania da Nação vem sendo enterrada com a cabeça entre as pernas. O seu povo anda com a foice no pescoço e amordaçados de forma descomposta.

Governantes, na sua maioria tem manchas roxas pelo corpo e a pele é avermelhada pela porfíria. As ações e pronunciamentos contagiam seguidores com a cólera contraída por excrementos de lideranças ameaçadoras que ditam regras maléficas à população atraídas para si.

Tanto a cólera, quanto a porfíria ou tuberculose por meio de um vampiresco líder, cheio de orgulho, esperteza, ganância, com seus distúrbios reais carrega consigo vários seguidores sujeitos a conservarem uma realeza, vampirizando toda a Nação, através do sangue jovial, paralisado, estocado em bancos dentro ou fora do País.

Vampiros existem, são reais e se mantêm joviais como a versão feminina de Elizabeth Bathóry, uma nobre húngara que ganhou o apelido de “Condessa Sangrenta”. A mesma já sabia o que os pesquisadores de hoje descobriram com os ratinhos. Ela não só bebia como se banhava em sangue de súditos que matava aos pouco.

Assim, coincidência ou não, temos no Brasil deuses, condes, condessas e toda uma realeza de reais vampiros alimentados pelo sangue de seus súditos.

By Marilene Marques

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