BOLETIM DO INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE – RJ

http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=2989931

 

DESFILE DE MODA SUSTENTÁVEL AGITA A COMUNIDADE DA ROCINHA

 Projeto De Olho no Lixo formou mais de 70 jovens

Um desfile de moda sustentável realizado na quinta-feira (27/10), na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, marcou a cerimônia de entrega dos certificados de conclusão e de participação para 79 alunos dos cursos Ecomoda e Funk Verde do Projeto De Olho no Lixo. O evento contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, André Corrêa.

Fruto de cooperação técnica entre a Secretaria do Ambiente e o Viva Rio Socioambiental, com apoio da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), o Projeto De Olho no Lixo desenvolve trabalho de manejo correto dos resíduos sólidos na Rocinha, visando a minimizar o impacto negativo provocado pelo lixo.

Durante a cerimônia de entrega dos certificados, o secretário André Corrêa ressaltou que, nos últimos oito meses, foram recolhidas da Baía de Guanabara cerca de quatro mil toneladas de lixo e ressaltou a importância de projetos como o De Olho no Lixo que buscam despertar uma mudança no comportamento da população.

– Temos de cumprir o nosso papel como poder público mas é importante uma mudança de conduta das pessoas no sentido de separar os resíduos que podem ser reciclados e de destinar o seu lixo em local ambientalmente adequado – ressaltou o secretário.

Antes do desfile, os convidados assistiram aos vídeos que contaram a história dos cursos Ecomoda e Funk Verde.

O desfile de moda apresentou uma coleção com 238 peças entre roupas, bolsas e acessórios produzidos pelos alunos do Ecomoda, a partir de restos de tecidos, retalhos, roupas usadas e até sacolas plásticas de supermercados e nylons texturizados de torcidas de times de futebol, que teriam como destino a lata do lixo.

– A coleção foi inspirada nos becos, uma característica marcante da Rocinha. As cores predominantes são o amarelo e o vermelho, além da cor laranja, esta última em alusão aos imigrantes nordestinos, que compõem a maioria dos moradores da Rocinha – disse o coordenador do Ecomoda, o estilista Almir França.

Já os alunos do curso Funk Verde apresentaram um show ao ritmo de samba, black music pop e funk, utilizando os instrumentos musicais produzidos por eles a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos como a cuíca confeccionada com canos PVC, um tipo de resíduo da construção civil; o pandeiro produzido com garrafa pet em substituição ao couro animal e latas de tinta que foram transformadas em tarol. O show teve participação especial do cantor e compositor Gabriel Moura, do baixista do Farofa Carioca, Sérgio Granha, e do trombonista da Escola de Música da Rocinha, Isaque Suzarte.

– O que nos surpreendeu foi a criatividade dos alunos. A participação deles superou as nossas expectativas – comentou a coordenadora do Funk Verde, Regina Café.

Projeto De Olho no Lixo

Além da coleta de lixo, que é realizada por 30 agentes socioambientais, o projeto De Olho no Lixo tem outro eixo de atuação que é o de educação ambiental, cultura e comunicação que pretende evitar a continuidade de lançamento dos resíduos pelos moradores e transformando lixo em arte e renda. Para isso, são desenvolvidos na comunidade dois cursos gratuitos: Funk Verde que oferece oficinas de percussão e teoria musical com o reaproveitamento de materiais retirados do lixo para a confecção de instrumentos musicais; e o Ecomoda, voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, a partir do reaproveitamento de retalhos, tecidos, jeans usados e banners.

O projeto também incentiva a formação de uma cooperativa com os alunos. A finalidade é que, futuramente, as peças e os instrumentos produzidos possam ser comercializados pela cooperativa, gerando renda para a própria comunidade.

http://www.osaogoncalo.com.br/itaborai_cidades/19286/limpeza-de-corregos

Limpeza de córregos

Começou antes do previsto o trabalho de limpeza de rios, córregos e canais visando prevenir possíveis enchentes durante as chuvas de verão, que inicialmente começaria em novembro. A primeira área beneficiada foi a mais atingida pela tromba d’água que alagou diferentes pontos de Maricá no dia 29 de fevereiro, que é o entorno do residencial Carlos Marighella, condomínio do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Itaipuaçu. Dois córregos que passam um de cada lado do conjunto de apartamentos estão sendo dragados desde a última segunda-feira (24/10).

O trabalho começou no ponto onde os dois cursos formam um delta e se encontram para desaguar no rio Bambu, que segue até o Canal da Costa, já no Jardim Atlântico. Desse delta, uma retroescavadeira está retirando o acúmulo de barro e vegetação do leito e das margens de um dos córregos, conhecido como Taquaral. Uma segunda máquina deve começar a fazer o mesmo procedimento no outro córrego, que passa junto à portaria do Residencial Carlos Marighella. Dentro do possível em cada leito, a meta é manter todas as áreas dragadas com cerca de 2 metros de profundidade e 4 metros de largura entre as margens.

Outra providência que vem sendo estudada pela equipe da Secretaria Adjunta de Obras é a retirada do que sobrou de estrutura da antiga ponte que compõe a Estrada dos Cajueiros, próximo à E.M. Oswaldo Rodrigues. De acordo com o órgão a laje e a parede que continuam de pé dificulta a passagem do curso d’água e retém uma enorme quantidade de sujeira. A equipe avalia qual a melhor forma de demolir as peças de concreto. Na semana passada, o secretário executivo de Infraestrutura, Marcos Câmara, já havia dito que existe um monitoramento permanente da região onde fica o ‘Minha Casa, Minha Vida’ de Itaipuaçu. Segundo Câmara, a localidade recebe atenção especial nos dias de chuva para observar se as providências tomadas na época surtiram o efeito desejado e garantiu que não houve novos problemas por lá. No entanto, há uma equipe de prontidão para atender a comunidade em caso de emergência.

A limpeza de rios, córregos e lagoas em todo o estado do Rio é de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que concedeu neste mês uma nova licença para que a Prefeitura execute a manutenção – a primeira havia sido concedida em março em razão das enchentes.

Galerias

Além deste trabalho, a Secretaria Executiva de Infraestrutura iniciou também na semana passada a limpeza preventiva de galerias pluviais em toda a cidade. A ideia é manter desobstruídas as caixas de passagem subterrâneas de água das chuvas para evitar enchentes durante o verão, quando as precipitações são mais intensas. A primeira região beneficiada foi o Centro, onde equipes limparam as galerias da Rua Domício da Gama, desde a altura do Hospital Conde Modesto Leal até a ponte da Mumbuca. O grupo de trabalhadores passou também pela área do terminal rodoviário.

http://cabinecultural.com/2016/10/28/aquario-sera-o-maior-aquario-da-america-do-sul/

 AquaRio será o maior aquário da América do Sul

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, ou AquaRio, será um equipamento moderno e multifuncional de educação, pesquisa, conservação, lazer, entretenimento e cultura que criará a oportunidade da cidade do Rio de Janeiro oferecer a visitação de um espaço único com atrações e tecnologias inovadoras ainda não vistas no Brasil

O Rio de Janeiro vai abrigar o maior aquário marinho da América do Sul. Com 26 mil m² de área construída, cinco andares e 28 tanques que somam 4,5 milhões de litros de água salgada, o AquaRio será integrado ao Porto Maravilha como o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã. O Aquário Marinho do Rio de Janeiro situa-se, de um lado, na Via Binário (logo após a saída do túnel Rio 450) e, do outro, no final da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde (transformada em Boulevard Olímpico nas Olimpíadas Rio 2016), bem em frente aos Armazéns 7 e 8 e ao lado da praça Muhammad Ali. Com obras já finalizadas, a inauguração do espaço está prevista para o dia 9 de novembro de 2016.

Concebido pelo biólogo marinho Marcelo Szpilman, o AquaRio reunirá cerca de três mil animais de 350 espécies diferentes. O público poderá visitar os 28 tanques e ter a oportunidade de ver mais de perto tubarões e peixes dos mais variados tipos. Além disso, o visitante poderá interagir com alguns animais nos chamados tanques de toque, enquanto no Recinto Oceânico, com 3,5 milhões de litros de água e sete metros de profundidade, uma atividade à parte oferecerá a oportunidade de participar de um mergulho real com peixes, raias e tubarões. Outras atrações inéditas como o Aquário Virtual – que por meio de tecnologias inovadoras e total interatividade permitirá ao visitante acesso ao real e ao virtual ao mesmo tempo – e o Museu de Ciências – com exposições permanentes e temporárias sobre os mais variados temas relacionados ao ambiente marinho e aquático – fazem do AquaRio um programa familiar, educativo e prazeroso.

Uma parceria com o Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tornou possível a criação do Centro de Pesquisas Científicas, que objetiva o desenvolvimento de estudos e o gerenciamento educacional de alunos e estagiários no aquário, criando novas oportunidades de pesquisa da vida marinha. Também será criado um Centro de Conservação da Biodiversidade com a função de preservar animais com risco de extinção, reproduzindo-os em cativeiro para posterior reintrodução em seu habitat natural.

A responsabilidade com o meio ambiente é uma preocupação do AquaRio, por isso todos os animais em exposição nos aquários obedecem à legislação vigente e os controles do INEA/IBAMA. A expectativa é de que, quando aberto para visitação pública, o AquaRio receba de quatro a cinco mil visitantes por dia, representando um novo ponto turístico para a cidade do Rio de Janeiro. O aquário funcionará todos os dias, das 10h às 20h, e contará com espaços dedicados a restaurantes e lanchonetes para oferecer mais comodidade ao público.

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, ou AquaRio, será um equipamento moderno e multifuncional de educação, pesquisa, conservação, lazer, entretenimento e cultura que criará a oportunidade da cidade do Rio de Janeiro oferecer a visitação de um espaço único com atrações e tecnologias inovadoras ainda não vistas no Brasil.

Marcelo Szpilman

A concepção, direção e responsabilidade técnica do projeto é do reconhecido biólogo marinho Marcelo Szpilman, autor dos livros Guia Aqualung de Peixes (1991) e de sua versão ampliada em inglês Aqualung Guide to Fishes (1992), Seres Marinhos Perigosos (1998), Peixes Marinhos do Brasil (2000) e Tubarões no Brasil (2004).  Co-fundador e diretor-executivo do Instituto Ecológico Aqualung por 22 anos, indicado à personalidade 2015 na categoria Sociedade/Sustentabilidade do Prêmio Faz Diferença do Globo, atualmente, é diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, diretor do Projeto Tubarões no Brasil, membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro (área de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e colunista do site Green Nation.

Realizadores e patrocínio

O Instituto Museu Aquário Marinho do Rio de Janeiro é uma entidade sem fins lucrativos, 100% brasileira e 100% carioca, criada especificamente para conceber e capitanear a implantação e operação de um aquário marinho no Rio de Janeiro. Além do IMAM, o projeto conta com a parceria do Grupo Cataratas S/A, empresa conhecida no campo de gestão de Parques Nacionais de Foz do Iguaçu e de Fernando de Noronha; a Esfeco, especializada em ferrovias e arrendatária da Estrada de Ferro do Corcovado (Trem do Corcovado) desde 1984; e Bel-Tour, especializada em transporte operando desde 1963 e permissionária do ICMBIO desde 2007. A Coca-Cola é a patrocinadora do AquaRio, que também conta com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro.

http://www.ofluminense.com.br/pt-br/cidades/niter%C3%B3i-pretende-se-tornar-refer%C3%AAncia-em-cicloturismo

Niterói quer se tornar referência em cicloturismo

 Cidade recebeu evento para debater estratégias de desenvolvimento para o ciclismo

A Prefeitura de Niterói pretende elaborar um Plano Municipal de Cicloturismo, em parceria com universidades, sociedade civil e iniciativa privada. Essa foi a principal proposta anunciada no I Encontro para o Desenvolvimento do Cicloturismo, que terminou nesta quinta-feira (27). Na cidade, que está recebendo investimentos na implantação de infraestrutura cicloviária é cada vez maior o número de usuários da bicicleta. Iniciativas para o incentivo do turismo de bike podem transformar Niterói na porta de entrada para o cicloturismo no Estado do Rio de Janeiro, e também contribuir para que cada vez mais pessoas optem pelo transporte sustentável no município.

Segundo pesquisa realizada pelo coletivo Mobilidade Niterói, na ciclovia da Avenida Roberto Silveira, cerca de 86 ciclistas por hora passaram pela via, em dezembro do ano passado. Este ano, o número saltou para 166 por hora.  Já na Avenida Amaral Peixoto, no primeiro mês (2013), a ciclovia foi usada por 63 ciclistas por hora. Este mês, nova contagem revela que 120 ciclistas circularam por hora.

Os participantes do encontro, organizado pela Prefeitura, pelas universidades Federal Fluminense (UFF) e Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo coletivo Mobilidade Niterói, foram unânimes ao afirmar que não se pode dissociar o cicloturismo urbano da discussão sobre mobilidade nas cidades. Para o desenvolvimento do turismo no setor, são necessários infraestrutura, segurança e roteiros planejados. Segundo a Prefeitura, em Niterói, o projeto Niterói Bike Tur, promovido pelo Programa Niterói de Bicicleta, pela Neltur e pela UFF, tem atraído moradores de outras cidades e até mesmo quem vive em Niterói e não conhece muitas das atrações, como os museus.

Isabela Ledo, coordenadora do Niterói de Bicicleta, programa da prefeitura que tem o objetivo de estimular a cultura cicloviária na cidade, fez uma apresentação no evento com o intuito de refletir como o cicloturismo pode influenciar no desenvolvimento do município.

“A proximidade com o Rio é um desafio para o fomento do turismo em Niterói, que busca o fortalecimento de sua identidade. Podemos dizer que Niterói é a cidade da arquitetura moderna, dos fortes, verde e, por que não?, cidade da bicicleta e da mobilidade”, disse.

A coordenadora listou os motivos que levaram a Prefeitura de Niterói a investir na infraestrutura cicloviária e no cicloturismo – atualmente o município conta com cerca de 35 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas.

“Um projeto voltado para o turismo de bicicleta vai proporcionar diversificação da economia local, valorização do patrimônio natural, arquitetônico, cultural e histórico da cidade, incentivo à mobilidade ativa e sustentável, indução à requalificação do espaço urbano, estímulo à inclusão socioespacial, entre outros benefícios. Temos um grande potencial que já começou a ser explorado no Niterói Bike Tur, que possui quatro roteiros. Com o Plano de Cicloturismo, poderemos ampliar o número de rotas e circuitos e, dessa forma, contribuir para o aumento de visitantes na nossa cidade”, destacou Isabela.

Cicloturismo na Europa, no Chile e no Brasil

Na abertura do evento, na quarta-feira (26), o vice-prefeito Axel Grael falou sobre a importância dessa temática para Niterói.

“Niterói está desenvolvendo sua vocação. Somos a segunda cidade do estado que recebe mais turistas, o que torna o município um belo laboratório para que a gente reflita sobre o potencial do cicloturismo”, disse Grael.

O vice-prefeito disse que esse não é um tema novo para a cidade: “Já temos aqui duas inciativas emblemáticas, o Niterói Bike Tur e a Terra Brasilis, agência niteroiense que já recebe há alguns anos turistas estrangeiros através de um programa bem estruturado de cicloturismo. Não estamos falando apenas de uma proposta para o futuro, nós já temos experiências presentes e um potencial muito maior a ser desenvolvido. Tenho certeza de que as pessoas reunidas neste encontro, com seus olhares especializados, saberão apontar esse potencial e até mesmo nos orientar nos futuros investimentos públicos para a implantação dessa malha cicloviária, para que a gente possa cada vez mais atrair turistas para Niterói,  que venham para cá olhando a cidade como uma oportunidade para o ecoturismo, através dos parques implantados no município, e para o cicloturismo. Temos aqui o ambiente fértil para que a gente planeje e sonhe com uma Niterói cada vez mais amiga da bicicleta e mais atraente para o turismo”.

O presidente da Neltur, José Haddad, também participou da abertura do evento. Ele ressaltou a importância da bicicleta na vida das pessoas e o quanto Niterói já fez para incentivar o crescimento deste meio de transporte alternativo e saudável, e que pode incrementar ainda mais a atividade turística da cidade, que está se preparando também para essa nova demanda.

“A bicicleta é um dos transportes do futuro e Niterói está atenta para isso. Nós já contamos com 35 quilômetros de ciclovias, nosso túnel Charitas-Cafubá (Transoceânica) terá uma área exclusiva para os ciclistas nas suas galerias”, destacou Haddad.

No primeiro dia do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de forma detalhada como funciona o setor de cicloturismo na Europa. Em sua palestra, Marcio Deslandes, da European Cyclists’ Federation (ECF), ressaltou o impacto econômico do cicloturismo naquele continente. Experiências de turismo de bicicleta no Chile foram passadas por Cristóbal Pena, da empresa Bella Bike. Também foram apresentados os programas do setor em Santa Catarina, Curitiba, São Paulo e Pernambuco.

O encontro terminou nesta quinta-feira com um passeio ciclístico guiado, que saiu do Caminho Niemeyer até o Museu de Arte Contemporânea (MAC), onde os convidados participaram de uma mostra acadêmica.

http://revistaecoturismo.com.br/turismo-sustentabilidade/pimenta-rosa-e-a-nova-aposta-da-producao-rural-no-rio-de-janeiro/

PIMENTA ROSA É A NOVA APOSTA DA PRODUÇÃO RURAL NO RIO DE JANEIRO

Entidades do setor agrícola estão mobilizadas para apoiar a coleta do fruto da aroeira, que tem grande potencial comercial.

Pouca gente sabe, mas é da aroeira, planta nativa da Mata Atlântica brasileira, que vem a pimenta rosa, condimento de grande prestígio nas cozinhas de chefs renomados da gastronomia nacional e internacional. Por sua ocorrência natural, a aroeira é uma fonte de renda disponível em todo o litoral brasileiro, pelo alto valor agregado de seu fruto, que também pode ser utilizado na extração de óleos essenciais.

No Rio de Janeiro, o potencial de exploração da pimenta rosa é muito grande. Em 2016, somente uma empresa do ramo comprou cerca de 100 toneladas do fruto da aroeira na Região dos Lagos, a um preço médio de R$ 4,00 o quilo. O dado é confirmado por Oduvaldo de Oliveira, engenheiro agrônomo da Emater-Rio, que desde o final da década de 1990 vem acompanhando a coleta da pimenta rosa na região.

Segundo ele, a atividade de extração da aroeira ainda pode crescer muito. “A extração já existe e, mesmo sem regulamentação, movimenta de forma intensa a economia da região nos meses de maio a julho, que registram os picos de produção. Mas ainda é preciso auxiliar os produtores na regularização da atividade”, informou Oliveira.

Para discutir a regulamentação e o manejo da aroeira na extração da pimenta rosa, foi realizado no último dia 20 de outubro, em São Pedro da Aldeia, um encontro que reuniu cerca de 80 produtores da Região dos Lagos. O evento, promovido pela Emater-Rio e pelo Rio Rural, programa da Secretaria estadual de Agricultura, foi a primeira ação de um grupo de trabalho integrado por diversas entidades interessadas em estudar e apoiar a produção sustentável de pimenta rosa, tais como Ministério da Agricultura, INEA, Emater-Rio e IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro).

Segundo a presidente da Emater-Rio, Stella Romanos, a metodologia do Rio Rural responde adequadamente às necessidades atuais dos coletores de pimenta rosa no Rio de Janeiro. Executado pela Emater-Rio no estado, o programa fomenta as potencialidades locais, garantindo a autogestão dos recursos investidos pela própria comunidade, e incentiva práticas sustentáveis e de geração de renda, com contrapartidas de preservação ambiental por parte do produtor. “A aroeira já é uma importante fonte de renda para o agricultor local e, por meio do programa, poderemos regularizar e organizar a atividade de maneira sustentável”, destacou a presidente, que no evento também representou o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo.

Atualmente, a norma que regulamenta a atividade extrativista é a Resolução n° 134/2016 do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), que estabelece critérios e procedimentos para implantação, manejo e exploração de sistemas agroflorestais no estado. A regra ainda não inclui as especificidades do manejo da aroeira, mas segundo Flávio Valente, representante do INEA, a intenção é criar um anexo à norma específico sobre a aroeira. “Nossa intenção é dar legalidade às práticas que já existem, e não afastar os coletores da regularização. Vamos agregar as especificidades da atividade à nossa norma para poder facilitar ainda mais sua aplicabilidade e garantir a segurança jurídica dos produtores”, explicou.

O produtor rural Edmar de Oliveira Pinto já vislumbra melhorias a partir do evento. “Antes a gente não tinha conhecimento e cortava a aroeira de qualquer maneira. Agora fomos instruídos para fazer melhor e garantir essa renda a mais”, relatou. Ele mora no assentamento Ademar Moreira, em São Pedro da Aldeia, onde vivem cerca 35 famílias, que extraem a pimenta rosa na reserva ambiental existente no local. A comunidade foi escolhida para a criação de um plano piloto de manejo, que vai contribuir para a regularização da atividade.

http://avozdacidade.com/site/noticias/cidades/54894/

Consumir água potável diminui índice de doenças de veiculação hídrica

 Água passa por um processo de potabilização

A água não tratada é porta aberta para a proliferação de várias doenças de veiculação hídrica. Para que se torne adequada ao consumo humano, a água precisa passar por um processo de potabilização, que é um conjunto de tratamentos físicos e químicos. Em Resende, a concessionária Águas das Agulhas Negras, empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, investe no controle de análises que comprovam a qualidade da água destinada à população.

De acordo com o superintendente da concessionária, Ivan Cezar Moura, Águas das Agulhas Negras faz regularmente o monitoramento das sete estações de tratamento de água responsáveis pelo abastecimento de 100% da população urbana. “Realizamos análises diárias, de hora em hora, garantindo a qualidade de água tratada em todo o município”, conta.

Moura explica que, além do monitoramento em cada estação de tratamento de água, a empresa possui um laboratório de controle de qualidade, que faz coletas em pontos estratégicos, como escolas, hospitais e residências, para verificar a qualidade após sua distribuição. “Águas das Agulhas Negras realiza análises em consonância a Portaria 2.914/2011, do Ministério da Saúde, e mensalmente envia relatórios para o VIGIÁGUA (Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano). Temos um laboratório credenciado pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente), fator que proporciona credibilidade às ações que realizamos em Resende”, afirmou.

Para garantia dos clientes e consumidores, a empresa disponibiliza nas faturas os índices avaliados em cada bairro, mediante ao sistema de tratamento. “Incentivando os clientes a consumirem mais água tratada reduziremos as filas nos hospitais e os índices de doenças por veiculação hídrica. Consumir água de fontes alternativas que não têm sua qualidade comprovada é um alto risco à saúde. Por isso, afirmamos sempre que saneamento básico resulta em mais saúde e qualidade de vida para a população”, concluiu.

 

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