Ucs no Amazonas terão energia solar em 2017

Com a eletricidade de fonte fotovoltaica, as reservas extrativistas Médio Purus e Ituxi deverão dispor de fábrica de gelo e incrementar a produção de pescado e frutas perecíveis

GELO

As reservas extrativistas (Resex) Médio Purus e Ituxi, no Amazonas, deverão contar, a partir de julho de 2017, com energia elétrica de fonte solar fotovoltaica, para incrementar a produção. Com a eletricidade, os moradores já planejam ativar uma fábrica de gelo para conservar o pescado e as frutas perecíveis, como o açaí e o cacau, comercializados pela comunidade. Para isso, eles vão dispor de máquina capaz de produzir 90 quilos de gelo por semana.

No início deste mês, cerca de 40 pessoas reuniram-se na Universidade Estadual do Amazonas, em Lábrea, município abrangido pelas duas Resex, para discutir o projeto. Entre elas, estava o engenheiro Aurelio Souza, diretor da Usinazul e pesquisador do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, onde o projeto da máquina de gelo solar foi desenvolvida. O projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Segundo os extrativistas, além de conservar pescado e frutas, as comunidades poderão desfrutar de mais tempo de eletricidade (hoje só têm 3 horas por dia com motor a diesel, mas não todos os dias) para aulas noturnas nas escolas, centros de informática e aumento de captação de água por poço artesiano ou da chuva, com bombeamento e filtração.

A articulação, uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação de Políticas e Comunidades Tradicionais, e o WWF teve início neste ano. Em outubro, ocorreu o primeiro seminário em Brasília para apresentação do projeto e coleta de subsídios. Agora, na reunião em Lábrea, com os moradores das duas unidades de conservação, foram apontadas as prioridades a serem supridas com energia elétrica de fonte solar.

Para o gestor do ICMBio na Resex de Médio Purus, José Maria Ferreira de Oliveira, a energia limpa nas comunidades extrativistas trará tranquilidade, segurança, fartura e economia. “Isso vai gerar autonomia e impulsionar novas atividades produtivas além de melhorar e muito a qualidade de vida de cada morador”.

Já Benedito Clemente de Souza, morador da Resex Médio Purus, diz que a energia propiciará uma verdadeira revolução na comunidade. “Tomar água gelada nesse calor que vivemos e ter um peixe resfriado sem ter que salgar, sabendo que já tem gente com problema de pressão alta por causa do sal, isso tem muito valor para nós”, afirmou Souza.

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