NA TERRINHA

Estive reunido, aqui em Lisboa, com o Professor Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente de Portugal (foto).
Figura simpática e emblemática, ele me ajudou a entender melhor os grandes avanços portugueses na área ambiental.

0Pela manhã, eu já havia ido conhecer uma planta de tratamento de resíduos muito moderna, o que não me impressionou por que há centenas assim pelo Mundo.
E vou visitar outras, com tecnologias ainda mais avançadas.

Mas não há como deixar de admirarmos nossos irmãos deste belo país (do tamanho de Pernambuco), pela tenacidade e inteligência na solução de problemas bem parecidos com os que enfrentamos no Brasil.

O primeiro dado importante, que à primeira vista não parece relevante, mas acaba demonstrando o que escrevi acima, é a quantidade de praias “Bandeira Azul” que este país tem. São centenas! Mais de trezentas, se não me engano!
Para obter uma Bandeira Azul, é necessário que se cumpra uma lista enorme de exigências relativas a acesso, serviços, qualidade da água, da areia, preservação, saneamento, e por aí vai.
O Brasil, com uma costa infinitamente maior, tem um  “bocadinho” (como se diz aqui) de praias com esta certificação internacional, que atesta a qualidade geral do local e dos arredores.
Além do lazer gratuito, saudável, democrático e com qualidade, as praias Bandeira Azul atraem turismo de alto padrão. Há grupos que saem pelo Mundo a procura destes “paraisos”. Trata-se de ótimo gerador de trabalho e renda!
Se todas as nossas regiões litorâneas fossem tratadas com honestidade e carinho por todos, poderes públicos e cidadãos em geral, já estaríamos num rumo melhor.

Quem conhece um lixão sabe que podemos considerar sua existência uma mancha, uma marca de falta de qualidade,  de descaso com a saúde pública, enfim, uma demonstração de subdesenvolvimento.
Pois bem, Portugal (sob a coordenação do Carlos Martins) simplesmente acabou com seus 360 lixões, entre 1996 e 2001! Traçaram uma meta, fizeram um planejamento estratégico, trataram o tema como questão de Estado, e resolveram o problema em cinco anos!
Nem preciso falar como anda esta questão no Brasil. Outra vergonha!

No setor de energia, ano passado, o país ficou 6 dias apenas por conta da energia solar e da eólica!
Para se ter uma ideia, este Governo Brasileiro (contra a vontade do Ministério do Meio Ambiente, diga-se de passagem) está incentivando a geração de energia suja, a partir da queima de carvão! Um absurdo!

Me reuni, também, mais cedo um pouco, com a Diretoria da ERSAR, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos de Portugal.
Além de uma longa aula a respeito do tema, tirei lições importantes nas áreas de normatização, legalização e fiscalização, e imediatamente iniciei a condução de um convênio da Universidade do Ambiente do INEA (RJ) com o Centro Superior Internacional de Regulação, que está para ser inaugurado por eles.

Os portugueses têm muito mais a nos ensinar do que a respeito da  sua fantástica gastronomia!

Com muito prazer, estou mais uma vez na Terrinha para aprender e tratar do que interessa ao Brasil.

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