A TRAGÉDIA DA SAMARCO FOI ANUNCIADA NO LIVRO “ECOLOGIA ESPIRITUAL, HISTÓRIA DO CORPO DE BOMBEIROS NO BRASIL”,

Ed. Atheneu, do Professor (UFF e CBMERJ) Antônio Joaquim Veloso
“Foi na primeira viagem de estudos dos Acadêmicos do Corpo de Bombeiros ao Quadrilátero Ferrífero, Grutas e Cidades Históricas de Minas Gerais, de 18 a 21 de outubro de 1990.
A turma era a que entrou em 1988 e fomos acompanhados pelo tenente Mori. Ainda na estrada fomos recebidos pelo tenente Ricardo da Polícia Militar de Minas Gerais. Dia 19 visitamos Ouro Preto e Mariana.
No dia 20, agora acompanhados pelo Tenente Godinho de Minas Gerais, visitamos Sabará,  passamos por Sete Lagoas, indo até Maquine onde o prefeito da cidade nos ofereceu almoço. Infelizmente o ônibus da Corporação que tinha apenas três meses de uso apresentou defeito e deixamos de cumprir tudo o que pretendíamos, isto é, visitar na volta: Congonhas do Campo, S. João d’el Rei e Tiradentes.
Na viagem entre Sabará e Cordisburgo, onde se localizam as Grutas de Maquine, ia um sargento do Corpo de Bombeiros de MG, que nos relatou um dos trabalhos de busca e salvamento que recentemente ocorrera.
A mineração do ferro na região feita a céu aberto, deixa uma enorme quantidade de rejeitos que são acumulados em lagos.
Na época das chuvas fortes, muitas vezes esses lagos de acumulação de rejeitos finos de hematita ou itabirito, transbordam e rompem seu represamento e carregando tudo pela frente numa torrente de lama vermelha.
Nessa última levou três casebres onde moravam oito pessoas. Os bombeiros de lá, seguiram os talvegues e durante 15 dias procuram pelos habitantes que a enxurrada levara.
Só três cadáveres foram encontrados, dos restantes moradores, nenhum sinal.
Falou que andaram pelo mato, procurando sem comida e eles próprios para sobreviver comiam goiabas super verdes e outras frutas silvestres. Hoje sabemos que por meio do GPS, telefone celular e outras técnicas, os bombeiros estão melhor aparelhados e não mais correm o risco de eles próprios virarem vítimas, do resgate. Mas é importante que se saiba o risco que os profissionais correm para tentar salvar a vida alheia.”
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