Como nascem os rios?

ARQ.FUTURO

Quando a espécie humana surgiu, os rios já existiam. Por isso, muitas pessoas não se perguntam de onde eles vêm, como e quando eles nascem.  Não paramos para pensar que os rios são fruto de processos dinâmicos – na maioria das vezes, provenientes do ciclo da água.

O ciclo representa o movimento da água nos continentes, oceanos e atmosfera; a existência de rios e oceanos, assim, é fonte geradora de novos rios. Inicialmente, a água dos continentes e dos oceanos evapora-se tanto pela ação da energia do sol quanto pela força da gravidade. Depois, uma vez na atmosfera, transforma-se em nuvens que, quando saturadas, voltam para a superfície em forma de orvalho, chuva, granizo e neve.

Quando a “água atmosférica” chega à superfície dos continentes, ela tem diferentes destinos.  Pode alimentar e dar continuidade aos rios já existentes ou originar rios superficiais ou subterrâneos.  Quando as precipitações são maiores do que a capacidade de absorção do solo, a água escoa sobre as superfícies, dando origem aos rios de águas superficiais. Isso ocorre, principalmente, nas montanhas, com a ajuda do relevo e da gravidade na movimentação das águas. Por esse motivo, é mais comum as nascentes e fontes serem encontradas em pontos mais altos.

No caso dos rios subterrâneos, a água atmosférica se infiltra no solo e nas rochas até encontrar uma área impermeável. Nesse ponto, pode dar início a um rio ou apenas alimentar um curso d’água já existente. Os rios subterrâneos também podem dar origem a rios superficiais, surgindo na superfície quando houver, por exemplo, um desgaste do solo.

Por fim, os rios sofrem evaporação , dando continuidade a esse ciclo. O mesmo acontece com lagos, lagoas e os oceanos. Em última análise, a água atmosférica, superficial e subterrânea é sempre a mesma, em distintos momentos do ciclo. A própria natureza se encarrega de girar esse ciclo perfeito, que contribui também com a filtragem e limpeza natural das águas.

Nossa participação nesse processo é fundamentalmente não atrapalhá-lo. Como? Não consumindo a água em uma velocidade maior do que a natureza é capaz de repor, e não poluindo os rios. Cabe a cada um de nós compreender e ter a consciência de que nossa inteligência e o progresso de nossa sociedade devem estar alinhados aos processos naturais das águas.

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