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IRRESPONSABILIDADE À MILÉSIMA POTÊNCIA

(Fernando Guida)

Começa numa plantação ilegal, pulverizada com os glifosatos da vida, em algum campo escondido, no Brasil mesmo ou num país vizinho.

Depois de passar por processos laboratoriais até que simples, embora também intoxicantes, e de percorrer tantos quilômetros quanto necessário for, aparece na cidade grande, ou na pequena, a cocaína.

Vi na TV a gravação que a Polícia fez, de uma ligação entre uma compradora e um traficante do Morro do Salgueiro, no Rio: “São só doiszinhos. Doiszinhos de 15, só”. E ele, prontamente: “Tá bom, vou mandar pra senhora”.

Neste momento, em qualquer cidade do Brasil, várias pessoas estão encomendando seus “doiszinho de 15”, como se fosse a coisa mais normal.

Talvez brinquem ou usem o diminutivo para se sentirem menos culpadas ou minimizarem seus atos: um “pauzinho”, uma “cafungada”, só…

Só?!
Será que elas não pensam que estão alimentando um processo odioso, maléfico, contagiante, que, desde a origem, pela inalação de agrotóxicos, inclusive por idosos e crianças, nas ou em áreas próximas às plantações, cria uma cadeia de problemas e custos – sociais, de saúde e ambientais – enorme, que vai bater nas portas delas mesmas, seus filhos, seus parentes, amigos?

O agravamento das questões ligadas à insegurança, que se espalha por todos os cantos das cidades, com a multiplicação dos roubos, assaltos, assassinatos e todos os tipos de violência, como as brigas que destroem famílias, por si só, já é um dano inominável!

Os problemas de saúde que acometem quem usa ou quem participa do “comércio” da droga ou é parente próximo do viciado, impressionantes!
No Brasil, acontecem mais mortes pelo tráfico que pelo uso de drogas ilícitas.
Aumentam as filas nos hospitais (tiro, facada, coração, pressão arterial, cérebro, traumas) e o tratamento é caro!

A queda da capacidade física, intelectual ou psicológica diminui a participação dos envolvidos em tarefas adequadas, normais na vida. O sofrimento se multiplica quando falta o emprego, some a amizade, sobra desprezo e até preconceito e  vão chegando as doenças.

Claro que este artigo não tem qualquer pretensão de diminuir o problema. É até mais um desabafo, diante daquela conversa gravada.
Mas, quem sabe, ajude algum usuário iniciante a repensar e parar, hoje, ou a um  viciado a procurar tratamento, imediatamente, ou até a algum vacilão que esteja pensando em experimentar a jamais fazê-lo.

Esta é mais uma guerra que a sociedade tem que travar, dia após dia.

PETRÓLEO FAZ BEM?

Outro dia retwitei um americano que chamou a atenção no Twitter para o fato de que o mesmo óleo que faz máquinas funcionarem, ingerido pelo homem pode fazer a dele parar.

Peço permissão para fazer uma comparação com a questão do significado do petróleo para a principal região produtora do “ouro negro” no Brasil, aqui no Estado do Rio.

O mesmo petróleo que faz a região funcionar pode matá-la, inclusive quando não mais puder alimentá-la.

O exemplo mais marcante do País está em Macaé.
Antes poeticamente conhecida como “A Princesinha do Atlântico”, hoje a cidade é chamada de “Capital Nacional do Petróleo”, “A Texas Brasileira”. Nada poético.

A mudança de alcunha tem tudo a ver com as épocas extremamente diferentes pelas quais passou e passa a Cidade.

Um dos símbolos da Macaé-poesia, bem me lembro, era um bar chamado “Redondo”, no bairro Imbetiba, perto do Centro.

Exatamente ali, hoje, estão algumas das principais instalações da Petrobrás.

Na época áurea do Redondo, Macaé tinha em torno de 40 mil moradores. Mais parecia uma grande família, “todos se conheciam”, etc.

De repente, com o advento da era do petróleo, vieram o “progresso” e suas conseqüências, que todos sabemos quais são.

Como Macaé não é uma ilha ou um principado independente, tudo o que acontece nela influencia  as cidades da região e vice-versa.

Sua população “oficial”  é acrescida diariamente por dezenas de milhares de moradores de cidades vizinhas, trabalhadores de fora e turistas.

Como polo, acaba recebendo mais problemas do que exporta, claro.

O petróleo um dia acaba. Com isto o “progresso” também vai embora.

Caso não haja, desde agora, já, uma real e concreta busca de alternativas à indústria do petróleo, quando ela se for ficarão: desempregados, desabrigados, elefantes brancos e por aí vai.

Este é um dos maiores desafios, não de Macaé, mas de toda a chamada região produtora.

Os outros são os de qualquer cidade: saneamento, educação, moradia, saúde, segurança, emprego, mobilidade, ou seja, Sustentabilidade.

A tarefa é de todos. Principalmente dos que já tem boa consciência quanto tudo isto.

Fernando Guida

Quem concorda com o Bom Baiano Augusto Queiroz?

O PODER DAS CORPORAÇÕES E OS CONSUMIDORES OTÁRIOS

GALERA, um dos grandes problemas hoje é o poder das corporações, que mandam mais que muitos governos e além disso MANDAM em muitos governos.
Afinal, as 50 maiores tem um PIB maior que 150 países.
As 10 maiores corporações tem PIB maior que o Brasil, por exemplo.
E, como sabemos, “!money talks”, ou seja, o dinheiro fala. Daí, quem manda no mundo hj são as gdes corporações, que investem pesado em propaganda e fazem nós consumidores otários acharmos que refrigerante é algo legal (uma água com gás colorida e que tem benzeno, conservantes e outros produtos cancerígenos) e que o problema da garrafa PEsTe (é uma peste mesmo, entope bueiro e gera uam verdadeira desgraça ambiental) na verdade é um benefício para os miseráveis que as recolhem a troco de centavos…
Aí se associam com as empresas de publicidade que, a troco de mta grana, entorpecem a mente já vazia do povo com mensagens do tipo: “Meu pai trabalha no caminhão da Coca Cola. Ele faz a gente feliz. Tenho orgulho do meu pai”… e outras asneiras do tipo… he he he
Já reparou que toda propaganda de refrigerante tem gente jovem e feliz?? Por que será, hein???
Outra desgraça é a apologia do automóvel, uma solução individual e egoísta de transporte que está nos levando “straight to hell”, ou seja, direto para o inferno… But, once again, MONEY TALKS baby, e aí, vai encarar a GM, a Fiat, a Renault, a Mitsubishi, a Toyota e sua apologia de felicidade?? Pq não investimos em transporte público de qualidade??? As verbas são imensas para publicidade de carros e SUVs… Pq o mesmo não acontece com o metrô, que em SSA taí se arrastando há 12 longos anos…????. E ainda corremos o risco de ver o retorno de MK, agora posando de Salvador (da Pátria), LÁ ELE!!! (Lembram do “bonde moderno??”)
Pra completar, nosso ilustre governa a DOR Wagner celebra a chegada de mais uma montadora (chinesa ainda por cima) como sendo um grande feito!!!. Ou seja, mais carro pra entupir as já entulhadas ruas…. E o problema, mais uma vez, é visto como solução, graças a nossa miopia crõnica….
Dizia o mestrre Gil: “mesmo uma pequena parte já seria a soulçao, mas a usura dessa gente já virou um aleijão”….
OLHE, vcs me poupem, viu!!!

Augusto

Secretaria Verde de Verdade

Meia tonelada de lixo é recolhida nas praias de Niterói no Dia Mundial de Limpeza

Meia tonelada a menos de lixo na natureza. Esse foi o resultado do trabalho realizado em Niterói, durante o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, no último sábado (17-09). A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e contou com a participação de três mil voluntários. A Secretaria Municipal de Projetos Especiais também realizou, por conta da data, mutirão de limpeza na Praia do Sossego.

As ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade aconteceram nas praias de Icaraí, Flexas, Boa Viagem, São Francisco, Ponta daAreia, Gragoatá, Sossego, Camboinhas, Itacoatiara, lagoa, praia e prainha de Piratininga, laguna e praia de Itaipu.

“O que mais encontramos foi canudinho de plástico e tampinha de garrafa, além de galhos de árvores. O resultado da ação foi muito positivo, não apenas pela limpeza dos lugares, mas pelo trabalho de educação e conscientização ambiental feitos junto aos estudantes de escolas municipais e particulares que participaram como voluntários”, avaliou o subsecretário de Sustentabilidade, Ricardo Harduim.

Praia do Sossego – Dando continuidade ao projeto “Sossego ao alcance de todos”, a Secretaria Municipal de Projetos Especiais realizou pela passagem do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Canais mutirão de limpeza e reflorestamento no Monumento Natural da Praia do Sossego. Durante a ação ecológica, além da coleta de detritos foram plantadas 100 mudas de árvores típicas da vegetação de restinga, entre pitangueiras, juremas e aroeiras.

Participaram da atividade alunos da Escola Municipal Franscisco Portugal Neves, garis da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), policiais do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente, voluntários da Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros e remadores do Mauna Loa.

O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um programa internacional de Educação Ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta. É coordenado mundialmente pelo Center for Marine Conservation (CMC), com sede em Washington, nos EUA. Cerca de cem países, signatários do tratado internacional de Controle da Poluição Marinha, fazem parte desse acordo, incluindo o Brasil.

JALECOS DA HIPOCRISIA. OU NÃO.

O Habito Faz o Monge?
Jonas Rabinovitch

Uma nova lei em Sao Paulo proibe medicos de sairem na rua com seus jalecos para evitar o aumento da contaminacao hospitalar. Essa lei me fez pensar sobre a utilidade ou inutilidade da nossa indumentaria. Mais que isso, fiquei pensando sobre a utilidade ou inutilidade das nossas essencias e aparencias….

Eu suspeito que, no fundo, somos apenas seres altamente impressionaveis e nos deixamos levar facilmente por superficialidades. Afinal, o que seria um padre sem o habito, um juiz sem uma toga, um homem de negocios sem um terno, um policial sem uniforme, um medico sem jaleco? O que seria da Marilyn Monroe sem a cara da Marilyn Monroe? Como disse Sartre, um garcom precisa parecer garcom para que sua essencia social se alinhe com sua existencia, ou algo assim.

O jaleco previne infeccoes? Ou e’ apenas parte inalienavel da aparencia de ser medico? Historicamente, a situacao era ao contrario. O jaleco, ou avental, protegia as roupas dos medicos do sangue dos pacientes, assim como cozinheiros usam avental para proteger suas roupas.

Antigamente, os melhores medicos e dentistas eram aqueles que tinham o avental mais sujo. Um dentista ambulante com avental limpinho nao despertava confianca no Rio antigo, pois as pessoas pensavam que ele tinha pouca experencia.

Uma das grandes descobertas da medicina foi a teoria dos germes. O universo invisivel e microscopico acabou explicando a origem das doencas e o caminho para as curas. Nesse ponto, nao levar o jaleco para a rua faz sentido para diminuir as chances dos medicos trazerem germes para dentro do hospital. Eu sou a favor dessa lei. Nao me levem a mal, nao estou criticando nada. Ajudaria tambem deixar os sapatos na porta do hospital, como acontece em varios templos religiosos e nas casas de familia, em certas culturas.

Enfim, perguntar qual a funcao do jaleco e’ tao desnecessario, fascinante e fundamental quanto perguntar por que nos deixamos levar tanto pelas aparencias. No fundo, respeitamos Hipocrates, mas somos todos uns hipocritas.

E no fundo, no fundo, ja que nao e possivel fazer leis para combater doencas como hipotireoidismo, hipodermiose, hipofosfatasia ou hipodontia, poderiamos tentar fazer leis para combater a hipocrisia.
Essas sim, iam pegar de maneira contagiante e contagiosa. Ou nao.

VOCÊ CONCORDA?

VOCÊ CONCORDA?
(Texto enviado por Marli Moraes)

Nem Angra nem Belo Monte(… o Rei ficou nu…)

As duas alternativas são prejudiciais ao Meio. A primeira pode nos levar a uma catástrofe irreversível por seu potencial letal e não há no mundo cientista que consiga 100% de segurança, como podemos assistir ao vivo o momento difícil e embaraçoso no Japão onde os técnicos tentam tapar com o dedo o vazamento incontrolável.

Perderam, devem pedir pra sair, desistirem definitivamente dessa fonte energética que traz em sua tecnologia as moléculas da Morte, dando como bônus a opção da bomba nuclear nas mãos de governantes insanos.

O lobby poderoso das indústrias do setor levaram os países a adotarem essa idéia mirabolante e perigos e agora vemos o Japão, potência de Primeiro mundo com um lixo de luxo, detentor de alta tecnologia entretanto, diante de uma tragédia do porte atual não tem como sustentar a população porque NÃO TEM COMIDA, nem combustível, as reservas só duraram dois dias!

Ou seja, era uma riqueza aparente, só de fachada e isso ocorre em virtude da disputa internacional pelo título de país mais rico, a glória é estar entre os 7 mais ricos do mundo, que ironia…

Os egos patrióticos cegam a sensatez, governantes em constante disputa por títulos menosprezam o guia de sobrevivência de toda uma população, o essencial para a vida é a alimentação, impossível fazermos um ensopado de caríssimos celulares.

Armazenam tecnologia, inovações fantásticas, mas tudo tem limite.Sem ajuda internacional, imediata, o povo vai morrer de fome em cima dos escombros mais ricos do mundo.

Concluindo a primeira parte, o Brasil deve pensar muito antes de construir mais um monstro desse tipo, pra nos ameaçar, já basta a usina de Angra dos Reis.

Quanto a Belo Monte, tudo contra. Esse mega-projeto vai desestabilizar regiões inteiras, provocar alterações geo-físicas desde o seu pilar primário até onde findar, assim como a represa de Xingó, no rio São Francisco na divisa entre Sergipe e Alagoas que provocou um desequilíbrio ambiental colossal uma vez que a retenção das águas desencadeou o avanço do mar em quatro quilômetros rio adentro e com isso destruindo toda mata ciliar e natural alagamento de áreas antes destinadas à agricultura de subsistência e comércio local, ou seja, muitas famílias foram prejudicadas, despiram um santo pra vestir outro assim como estão fazendo com a transposição do rio São Francisco, alterando seu curso, mudando os rumos que a natureza determinou.Na parte social esse projeto bilionário (com nossos impostos), além dos danos ambientais inegáveis irá certamente provocar uma reviravolta na população indígena.
Como devem os indígenas reagirem ao verem seus habitats e arredores se modificarem do dia pra noite?
Ainda há tempo de parar esse desastre ecológico, só depende de nós.
A única alternativa é a energia limpa.
Devemos conter nossa fúria pelo progresso a qualquer preço, este, poderá ser alto, como bem o Japão nos mostra agora.

QUANDO A BOCA CALA… O CORPO FALA!

De: Ariane de Paula Andrade
(Enviado por Miriam Horácio)

QUANDO A BOCA CALA… O CORPO FALA!

… muitas vezes:

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor da garganta entope quando nao é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fornteiras da imunidade.
E as tuas dores caladas? Como elas falam no teu corpo?
Mas cuidado… escolhe o que falar, com quem, onde, quando e como!!!
Crianças é que contam tudo, para todos, a qualquer hora, de qualquer forma.
Passar relatório é ingenuidade.
Escolha alguém que possa te ajudar a organizar as idéias,
Harmonizar as sensações e recuperar a alegria.
Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.
Mas tudo derpende, principalmente, do nosso esforço pessoal para
Fazer acontecer as mudanças na nossa vida!!!