Imagem

O mapa dos biomas brasileiros

Estudo inédito mostra que nos últimos 16 anos foram desmatados 20% dos manguezais brasileiros e 13% do pantanal. Um dos maiores problemas nesses dados é que a disponibilidade do uso da água está completamente relacionada à preservação dos biomas, que caminham para o fim.

O cenário evolutivo da ocupação do territótio brasileiro não é nada otimista. Um estudo inédito sobre os biomas brasileiros traz dados preocupantes do aumento da devastação desses ambientes. De 2000 a 2016, o cerrado, por exemplo, perdeu uma área proporcionalmente três vezes mais elevada que a da Amazônia. Segundo Ane Alencar, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordena a equipe responsável pelo cerrado no MapBiomas, o desmatamento verificado nas áreas florestais do cerrado também pode impactar o abastecimento de água. “O papel das florestas no Cerrado é resguardar os mananciais, já que todas as principais bacias do país têm nascentes no bioma. O desmatamento nessas florestas tem impacto direto na segurança hídrica”, alertou.

Leia matéria completa pelo site: http://fundacaoverde.org.br/o-mapa-dos-biomas-brasileiros/

Visite Fundação Verde Herbert Daniel em: http://www.fvhd.org.br/?xg_source=msg_mes_network

Imagem

SOLAR

Argentina evita uso de 250 milhões de sacolas plásticas proibindo-as em mercados

As sacolas plásticas são responsáveis por vários prejuízos econômicos e ambientais
As sacolas plásticas são responsáveis por vários prejuízos econômicos e ambientaisFoto: Agência Télam

Nesta segunda-feira (3), quando se celebra o Dia Internacional Livre de Sacolas de Plástico, a cidade de Buenos Aires comemora a não utilização de aproximadamente 250 milhões de sacolas plásticas. A economia se deu após a entrada em vigor, desde 1º de janeiro deste ano, de uma resolução que proibiu a entrega das embalagens plásticas em supermercados e hipermercados, disse o Ministério de Ambiente e Espaço Público argentino. A informada é da agência Télam.

“Os consumidores se adaptaram de forma muito positiva a esta mudança cultural, que busca fomentar o uso de sacolas reutilizáveis para assim promover uma cidade mais verde”, disse o ministro de Ambiente e Espaço Público, Eduardo Macchiavelli.

Prejuízo ambiental

A Resolução 341/16, proibindo os sacos plásticos, foi adotada assim que se descobriu que cerca de um terço dos resíduos coletados na limpeza de riachos canalizados e túneis de águas pluviais da cidade era composto por sacolas plásticas, o que provocava a formação de “diques” que impediam o livre fluxo da água e provocava alagamentos.

“As sacolas plásticas costumam chegar aos lugares abertos, uma vez que, por seu baixo peso, voam e se depositam nas plantas, na lama e nas margens de rios e na água. Além disso, por sua resistência à degradação, levam muitos anos para desintegrar-se”, informou o Ministério de Ambiente em um comunicado.

Para facilitar aos consumidores o transporte dos produtos no momento de realizar as compras, desde setembro de 2016 foram entregues, de forma gratuita, mais de 722 mil sacolas reutilizáveis, distribuídas em  distintos pontos na cidade de Buenos Aires, como locais de grande trânsito, centros de consumo, eventos e também em Pontos Verdes previamente selecionados.

¿Tendremos alimentos en el planeta para el año 2050?

La Naciones Unidas estima que la población total sobre la tierra en el 2050 será de dos tercios mayor que la población actual.

Con un planeta que se deteriora cada vez más por el calentamiento global, la agricultura industrial, la erosión, las emisiones de carbono y la pérdida de la biodiversidad hacen pensar que la situación puede ser aún más crítica para poder alimentar a toda esa población del futuro.

Un estudio nos da luz en medio de la oscuridad y nos trae una posible soluciónHay múltiples formas de proporcionar alimentos sin tener que destruir los bosques y las zonas verdes que aún conservamos.

Karl Heinz Erb, director del estudio y experto en cambio global y en el suelo, resalta el verdadero objetivo de su hipótesis. No es tratar seguridad alimenticia en general, sino destacar y confirmar que somos capaces de producir comida suficiente, tomando en cuenta el nivel de consumo actual.

Karl Heinz busca de llevar el mensaje de que existe una oportunidad para la humanidad. Preservar la salud humana y el ecosistema.

El estudio de Erb señala que la cantidad exagerada de carne que consumimos es un factor de alto riesgo. Si todos los seres humanos fueran vegetarianos y dejaran de comer carne, se necesitaría menos espacio para la agricultura. En cambio, si seguimos comiendo gigantes cantidades de carne, como sucede en la actualidad, se necesitará más del 50 % de tierra fértil. Adiós a las zonas verdes.

El estudio fue realizado tomando en cuenta los avisos de la demanda alimenticia dada por la Organización de Agricultura y Alimentación de América. El cual pronostica que la agricultura se intensificará de gran manera.

En la Universidad Católica de Lovaina, Bélgica, José Luis Vivero Pol realiza investigaciones sobre la “gobernanza alimentaria”.

José Vivero asegura que el reto no es descubrir formas de aumentar la producción de alimentos, porque en la  actualidad ya producimos suficiente como para alimentar a 9.000 millones de personas. El verdadero problema que tantas veces pasa desapercibido, es que se desperdician casi un tercio de todo lo que se produce. La humanidad no le da la suficiente atención que el desperdicio merece. Aconseja cambiar nuestro estilo de vida y pensar también en el futuro.

Cães ajudam a reflorestar áreas devastadas por incêndios no Chile

Onde um dia houve milenares florestas nativas, hoje só restam troncos e terras queimadas. Mas em uma cruzada inédita, três cadelas da raça Border Collie se encarregam de semear essas zonas devastadas pelos incêndios florestais que atingiram o Chile no início do ano, os piores já registrados no país.

Um silêncio mortal invade as florestas da região de El Maule, onde em janeiro passado o fogo silenciou o trinado de aves e os uivos das raposas, que morreram ou fugiram das chamas que destruíram mais de 467 mil hectares em todo o país e deixaram 11 mortos.

As border collie Olivia, Das e Summer posam com suas mochilas especiais cheias de semente em meio a uma floresta devastada pelo fogo em Talca, no Chile, no dia 23 de junho (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Mas desde março, os latidos de três cadelas Border Collie devolveram a esperança à zona, graças ao seu trabalho minucioso para ressemeá-la com sementes de árvores nativas, pasto e flores, que uma vez que germinarem atrairão para a floresta as aves e animais selvagens que fugiram do fogo.

“A parte principal disto é que a fauna possa viver”, diz à AFP Francisca Torres, dona das três cadelas que estão fazendo essa tarefa titânica.

 

Francisca Torres (esquerda) e sua irmã Constanza, treinadoras do grupo de ativismo animal Pewos, preparam as mochilas de seus border collies com sementes em Talca, no Chile, no dia 23 de junho (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Francisca Torres (esquerda) e sua irmã Constanza, treinadoras do grupo de ativismo animal Pewos, preparam as mochilas de seus border collies com sementes em Talca, no Chile, no dia 23 de junho (Foto: Martin Bernetti/AFP)

‘Das’, de cinco anos e mãe de ‘Olivia’, de um ano, ao lado de ‘Summer’, também de um ano, saem disparadas da caminhonete de Francisca rumo ao local que devem reflorestar neste dia.

Carregam no dorso alforjes repletos de sementes, que caem no solo através de orifícios enquanto correm, pulam e brincam sem se dar conta do trabalho gigantesco que realizam.

Quando esvaziam as mochilas, Francisca, de 32 anos e que também é instrutora de cães para pessoas com deficiência, gratifica suas ajudantes com comida, antes de encher de novo as bolsas com sementes.

 

Francisca Torres (esquerda) e sua irmã Constanza, treinadoras do grupo de ativismo animal Pewos, preparam as mochilas de seus border collies com sementes em Talca, no Chile, no dia 23 de junho (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Francisca Torres (esquerda) e sua irmã Constanza, treinadoras do grupo de ativismo animal Pewos, preparam as mochilas de seus border collies com sementes em Talca, no Chile, no dia 23 de junho (Foto: Martin Bernetti/AFP)

Ela treinou os três exemplares para obedecerem as suas ordens e não atacarem nenhum animal silvestre.

Segundo Francisca, diretora da Pewos, uma comunidade virtual sobre animais e meio ambiente com mais de 26 mil membros, os Border Collie se destacam por sua inteligência, energia e rapidez, e portanto são semeadores ideais.

Resultados promissores

A utilização de cães nesta tarefa é mais proveitosa do que se fosse feita por pessoas. Os cães podem percorrer até 30 km em um dia e espalhar até 10 quilos de sementes, enquanto um humano poderia semear no mesmo período apenas três quilômetros,explica Francisca.

As cadelas estão realizando esta tarefa há três meses, e já ressemearam 15 florestas diferentes da região de El Maule, onde em alguns lugares o pasto voltou a brotar, e já aparecem algumas pequenas árvores, enredadeiras e fungos, graças à umidade do inverno austral.

A superárvore artificial que se alimenta de poluição.

Um bosque concentrado em uma árvore.

E não é uma árvore qualquer: é quadrada, sem tronco e com folhas de musgo.

Seu nome é “CityTree, a árvore da cidade”. É uma estrutura móvel criada por um grupo de designers que tentam combater um dos problemas ambientais mais graves que o planeta sofre: a contaminação do ar.

Segundo seus criadores, essa árvore tem a capacidade de absorver dióxido de nitrogênio e partículas microscópicas do ar com a capacidade de 275 árvores naturais.

Cada CityTree pode absorver 250 gramas de partículas por dia e armazena 240 toneladas métricas de CO2 por ano, dizem seus criadores.

Baixa manutenção.

Desenvolvida na Alemanha, essa instalação é na verdade uma parede de musgo, uma planta acostumada a viver sem terra e que funciona naturalmente como um filtro do ar.

“O musgo consegue armazenar todas as partículas da poluição e usá-las como nutrientes”, afirma Liang Wu, cofundador da Green City Solutions, empresa que criou a CityTree.

Atualmente, essas árvores estão em 25 cidades do mundo, como Oslo, Hong Kong, Glasgow e Bruxelas, além de várias cidades alemãs. Sua instalação demora 6 horas e sua manutenção é fácil.

A árvore têm sensores embutidos que controlam a umidade do solo, a temperatura do ar e a qualidade de água. Eles também conseguem medira a qualidade do ar e avaliar sua eficiência.

Tudo isso tem um custo. Plantar e manter uma árvore tradicional custa cerca de R$ 3 mil por década e uma CityTree custa cerca de R$ 90 mil.

Muitos se perguntam se não seria melhor investir esses esforços – e dinheiro – em projetos que combatam diretamente a origem da contaminação e não suas consequências.