Como nascem os rios?

ARQ.FUTURO

Quando a espécie humana surgiu, os rios já existiam. Por isso, muitas pessoas não se perguntam de onde eles vêm, como e quando eles nascem.  Não paramos para pensar que os rios são fruto de processos dinâmicos – na maioria das vezes, provenientes do ciclo da água.

O ciclo representa o movimento da água nos continentes, oceanos e atmosfera; a existência de rios e oceanos, assim, é fonte geradora de novos rios. Inicialmente, a água dos continentes e dos oceanos evapora-se tanto pela ação da energia do sol quanto pela força da gravidade. Depois, uma vez na atmosfera, transforma-se em nuvens que, quando saturadas, voltam para a superfície em forma de orvalho, chuva, granizo e neve.

Quando a “água atmosférica” chega à superfície dos continentes, ela tem diferentes destinos.  Pode alimentar e dar continuidade aos rios já existentes ou originar rios superficiais ou subterrâneos.  Quando as precipitações são maiores do que a capacidade de absorção do solo, a água escoa sobre as superfícies, dando origem aos rios de águas superficiais. Isso ocorre, principalmente, nas montanhas, com a ajuda do relevo e da gravidade na movimentação das águas. Por esse motivo, é mais comum as nascentes e fontes serem encontradas em pontos mais altos.

No caso dos rios subterrâneos, a água atmosférica se infiltra no solo e nas rochas até encontrar uma área impermeável. Nesse ponto, pode dar início a um rio ou apenas alimentar um curso d’água já existente. Os rios subterrâneos também podem dar origem a rios superficiais, surgindo na superfície quando houver, por exemplo, um desgaste do solo.

Por fim, os rios sofrem evaporação , dando continuidade a esse ciclo. O mesmo acontece com lagos, lagoas e os oceanos. Em última análise, a água atmosférica, superficial e subterrânea é sempre a mesma, em distintos momentos do ciclo. A própria natureza se encarrega de girar esse ciclo perfeito, que contribui também com a filtragem e limpeza natural das águas.

Nossa participação nesse processo é fundamentalmente não atrapalhá-lo. Como? Não consumindo a água em uma velocidade maior do que a natureza é capaz de repor, e não poluindo os rios. Cabe a cada um de nós compreender e ter a consciência de que nossa inteligência e o progresso de nossa sociedade devem estar alinhados aos processos naturais das águas.

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Inundações costeiras podem dobrar em 2030

Estudo mapeou o impacto do aumento do nível do mar em regiões litorâneas e fez um alerta: áreas tropicais, como Rio de Janeiro e Vitória, serão as mais atingidas pelos eventos climáticos extremos

Uma pesquisa publicada na última quinta-feira revela que um aumento de 5 a 10 centímetros no nível do mar pode mais do que duplicar a frequência inundações nas regiões litorâneas dos trópicos já em 2030. O modelo matemático mediu o impacto do ganho de volume do oceano na dinâmica das ondas e das marés. Tudo dentro daquele limite dito seguro do Acordo de Paris, de 1,5oC de elevação da temperatura média do planeta.

Segundo o americano Sean Vitousek, da Universidade de Illinois em Chicago, um dos autores do estudo, o aumento do nível do mar altera a geração, a propagação e a interação de energia das tempestades. De acordo com ele, a frequência e o impacto das inundações serão maiores justamente onde a alteração do nível da água tende a ser menor, como nas regiões tropicais. “São locais onde qualquer variação é mais sentida, locais onde há menos exposição a ondas gigantes. Além disso, os entornos estão menos preparados para as inundações”, disse. O trabalho foi publicado no periódico Scientific Reports.

Especialista na mecânica dos fluidos ambientais, Vitousek reforça que o volume extra de água torna os eventos climáticos mais graves e duradouros, podendo aumentar o número de vítimas e de refugiados do clima. “Especialmente em lugares vulneráveis, onde a topografia costeira, a estrutura de defesa do litoral e os sistemas de drenagem não atuam como barreiras, o estrago será maior”, afirmou.

Na região tropical, um aumento de até 10 cm no nível do mar pode diminuir para 4,9 anos a frequência de grandes inundações, que antes ocorriam a cada 50 anos. No Brasil, um aumento de 10 cm a 20 cm deve aumentar a frequência de inundações especialmente no Rio de Janeiro e no entorno de Vitória, podendo levar a fechamentos de estradas e a destruição de casas e infraestrutura urbana.

“Outro problema que o Brasil pode enfrentar é a exposição dos moradores a águas poluídas, uma vez que várias das baías e estuários sofrem com a baixa qualidade da água. Além disso, a elevação do nível do mar pode frequentemente acelerar a erosão costeira de praias arenosas e falésias”, disse. As regiões mais atingidas estão na costa do Oceano Índico, do Atlântico Sul e do Pacífico.

Até cidades localizadas em latitudes mais altas, como a canadense Vancouver, e as americanas Seattle, San Francisco e Los Angeles, além da costa atlântica europeia, também terão a frequência de inundações duplicadas se a elevação do nível do mar for superior a 10 cm.

Embora o estudo indique as regiões mais suscetíveis ao avanço da água, ele não consegue prever o momento exato em que elas ocorrerão, já que dependem das condições do tempo e das variações da geomorfologia costeira, como a quantidade de sedimentos, a topografia local e a camada de atrito. De todo modo, é mais um bom motivo para evitar a elevação da temperatura global e o perigoso aumento do nível do mar com o derretimento das geleiras.

Observatório do Clima

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Soja mata: Carne de pastagens naturais é mais saudável, artigo de Norbert Suchanek

[EcoDebate] O governo Lula, o Ministro do Agricultura, o Ministro do Meio Ambiente e os sucroalcoleiros, na questão de biocombostíveis, sempre argumentam que nós temos dezenas de milhões de hectares de pastagem para o aumento da produção de biocombustíveis. E que isso não vai afetar o preço do carne nem o preço do leite ou do queijo, porque no mesmo momento o Brasil vai intensificar a produção de carne e leite. O que significa isso? Nada mais e nada menos do que aconteceu de certa forma na Europa, 30 anos atrás.

Boi e vaca não puderam mais comer comida natural em um ambiente natural. Grandes estábulos com ar condicionado foram construídos para engordar os animais, com comida artificial, numa grande quantidade importada do Brasil: a soja! Na realidade, os animais nestas instituições de engorda são torturados e transformados de um consumidor de grama natural numa criatura industrializada, que transformou no seu corpo a soja em carne e leite.

Isso criou dois resultados: No Brasil, a destruição de grande parte do Cerrado por causa da produção da soja, inclusive o avanço dos produtores de soja até a floresta amazônica; e na Europa o aumento das doenças civilizatórias, conectadas com a gordura dos animais como doenças cardíacas e câncer – as principais causas de morte no mundo hoje.

Mas, já antes de 2005, para os cientistas e médicos internacionais foi muito claro. Porque a gordura de um animal, que come soja o outros grãos, faz mal para a saúde. A palavra chave é “ômega-3”. Os ácidos graxos ômega-3 são os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) que ajudam o corpo humano em defesa de doenças civilizatórias. Eles diminuem a pressão alta do sangue, diminuem o crescimento de tumores, diminuem a inflamação dos intestinos e diminuem reações alérgicas.

Mas estes ácidos de ômega-3, que todo mundo sabe ter em grande quantidade nos peixes dos mares frios, existem também na grama das pastagens. Por isso, a carne do boi e o leite da vaca, gerados por animais que comem a comida natural das pastagens, têm também uma grande quantidade de ômega-3. Dois terços da gordura da grama da pastagem são os bons ômega-3.

Mas as carnes, os ovos e os laticínios da produção industrial à base de milho e soja quase não têm nada de ômega-3. Ao contrário, animais que comem esses grãos desenvolvem uma grande quantidade de uma outra gordura ácida com o nome de ômega-6. Isso criou uma relação entre ômega-3 e ômega-6 a-natural que faz mal para a saúde humana.

Então, o projeto atual dos empresários e lideranças do Brasil, como Blairo Maggi, é copiar este erro que os europeus e norte-americanos fizeram 30 anos atrás. O aumento da produção de carne e leite à base de soja, aqui no Brasil, vai resultar em um aumento das doenças civilizatórias na população brasileira. E não vai salvar os biomas ameaçados pelo agrobusiness. Porque a produção intensiva de carne e de leite depende de dois produtos agroindustriais, a soja e o milho, que a cada ano destroem cada vez mais os biomas do sul, do leste e do centro do Brasil.

O meu pensamento é: Deixem as animais nas pastagens! E andem menos de carro. Isso é muito mais saudável para nós como seres humanos e para a ecologia em geral. A substituição de pastagens com cana-de-açúcar e soja, ou como na região das Pampas no Sul do país com eucaliptos, é o problema e não a solução!

Norbert Suchanek, Rio de Janeiro.
Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia, colaborador e articulista do EcoDebate.


Informativo do Programa Cidades Sustentáveis   
12 de maio de 2017   
Projeto de lei quer afrouxar licenciamento ambiental no Brasil

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OMS recomenda limite de 50 km/h para reduzir mortes no trânsito

 

DIA DA MÃE É TODO DIA!

MAS VALE UM CARINHO ESPECIAL NESTE DOMINGO…

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