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PENSAR VERDE no ar!

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No sétimo ano de revista Pensar Verde, buscamos entender a partir de debates e mesas redondas com dirigentes verdes e a participação dos internautas, como é possível, nas eleições que se aproximam, construir um Brasil Ético e Verde. Em campanha aberta e deliberada contra o uso de agrotóxicos, trazemos dois artigos de peso para falarem sobre o assunto. Em Salvador, um projeto inovador e simples está levando mudas de Mata Atlântica a quem quiser plantá-las promovendo a recuperação da vegetação nativa com envolvimento dos cidadãos. E a entrevista desta edição é com Ivanilson Gomes falando sobre sua trajetória política e as bandeiras do ideário verde. Boa leitura!

Visite Fundação Verde Herbert Daniel em: http://www.fvhd.org.br/?xg_source=msg_mes_network

 
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PARA EVITAR ALGUNS ERROS DE PORTUGUÊS

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Empresa inglesa constrói estradas com plástico retirado do oceano

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Projeto que começou em 2016 já está presente no mundo todo

15/07/2018| POR GIOVANNA MARADEI | FOTOS: DIVULGAÇÃO

Empresa inglesa constrói estradas com plástico retirado do oceano (Foto: Divulgação)

Um dos grandes vilões do meio ambiente, o plástico continua sendo consumido – e descartado – aos montes todos os dias. Mas, se não é possível erradicar seu uso, é possível pensar em formas de reutilizar esse material, tornando seu consumo muito mais sustentável. Foi o que fizeram os ingleses Toby, Nick e Gordon, fundadores da MacRebur, empresa especializada em construir estradas, usando o lixo plástico como matéria prima.

Empresa inglesa constrói estradas com plástico retirado do oceano (Foto: Divulgação)

Após meses de teste, o trio chegou ao MR6, MR8 e o MR10 aditivos que reduzem o uso de betume e, consequentemente, de combustíveis fósseis, na fabricação do asfalto. Mais do que isso, a solução, segundo os fabricantes, é mais barata e 60% mais resistentes.

A startup que em 2017 foi a campanha de crowdfunding mais bem-sucedida do Reino Unido, promete que, a cada tonelada de asfalto, três a dez quilos de resíduos plásticos deixam de poluir rios e oceanos ou de superlotar aterros. Uma ideia que tem convencido construtoras não só na Inglaterra, mas do mundo inteiro.

ALIMENTOS DA FLORA BRASILEIRA, COM RECEITAS

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Biodiversidade & Nutrição
Desenvolvida pelo Projeto BFN/MMA (Biodiversidade para Alimentação e Nutrição), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a ferramenta faz parte da plataforma SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira), reunindo informações sobre a composição de alimentos de espécies da flora brasileira e receitas culinárias.
Estão disponíveis informações a respeito de mais de 150 alimentos, obtidas por compilação da literatura científica, e serão inseridos gradualmente dados de macronutrientes, vitaminas e minerais de mais de 70 espécies nativas, gerados por análises laboratoriais, e mais de 300 receitas culinárias.
Todos os dados e receitas foram desenvolvidos pelas universidades e institutos de pesquisa parceiros do BFN.
Fonte:
Departamento de Conservação e Manejo de Espécies
Ministério do Meio Ambiente

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A QUESTÃO DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

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Jornal O Debate (odebateon)
19/7/2018
O saneamento básico no Brasil é uma das questões mais preocupantes
em relação à população, especialmente a mais pobre, já que na prática
acaba sendo um grande problema de saúde pública.
Conforme o Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), até o ano passado,
50,3% dos brasileiros continuam sem a coleta de esgoto e somente 83,3
% dos habitantes têm acesso ao abastecimento de água.
Os números reconhecidamente
são decepcionantes para uma nação
que sonha em ser desenvolvida em
breve, e que efetivamente deixe de
ser o país do futuro e passe a se tor-
nar o país do presente.
O saneamento raramente tem
sido bandeira de boa parte da classe
política, talvez porque essa área da
infraestrutura seja mais ou menos
invisível aos olhos da população e
não possa se tornar uma propagan-
da monumental como tem ocorrido
com novos viadutos, pontes, túneis,
estradas e outras obras civis, que
por sinal, também são bastante ne-
cessárias, na maior parte das vezes.
Para muitos legisladores ou manda-
tários, o saneamento pode significar
apenas uma placa com um punhado
de números, já que um bom número
de obras se esconde debaixo do chão.
É como um iceberg onde se enxerga
apenas sua ponta singela, quando o
grosso de muitos projetos está en-
cravado nas profundezas do subsolo.
É muito triste saber que mais de
100 milhões de brasileiros ainda
usam paliativos para eliminar seus
dejetos domésticos. Para isso, em-
pregam há séculos como alternativas
a fossa sanitária ou esgoto direcio-
nado para os rios, que vale ressaltar,
nas grandes cidades, em sua maior
parte estão mortos.
Desde a sanção da Lei 11.445 (Lei do Saneamento Básico) em 2007 até o ano passado, o crescimento das redes de esgotos foi desolador, ascendendo apenas 8,3 pontos percentuais, ou seja, de 42% da população chegou-se a tão-
somente 50,3% dela, o que na prática
significa pouco mais da sua metade.
O índice de esgoto tratado, por sua
vez, subiu de 32,5% para 42,7% no
mesmo período, ou seja, 10,2 pontos
percentuais. Uma evolução muita tí-
mida para quem tem a pretensão de
ser um Estado desenvolvido e pro-
vedor de saúde.
No caso do abastecimento de
água os números são melhores, mas
também não chegam a ser absoluta-
mente animadores, pelo contrário.
Em oito anos, houve um aumento
de apenas 2,4 pontos percentuais,
partindo de 80,9% em 2007 para
83,3%, em 2015.
No período entre 2007 e 2015,
duas regiões puderam ilustrar o
problema por outro ângulo.
A região Sudeste, por exemplo, apresentou os melhores indicadores, tendo sua população assistida em água (91%), tratamento de esgoto (47,4%) e esgoto (77,2%). Por outro lado, a região
Norte, demonstrou os menores in-
dicadores. Somente 56,9% dos seus
moradores têm acesso à cobertura
de água; 16,4% são beneficiados pelo
tratamento de esgoto e somente 8,7%
deles têm efetivamente esgotos.
Por meio dessa pesquisa científica,
optou-se por um tratamento avança-
do pelo qual trabalha com processo
de absorção, coagulação oxidativa e
desinfecção controlada em tempo
real, para evitar a formação de or-
gânicos clorados na própria estação.
Em outras palavras, a tecnologia
impede a formação de compostos
químicos orgânicos que contém car-
bono e flúor no próprio tratamento
e na distribuição da água. Essa nova
possibilidade de ação procura criar
um macroambiente saudável, co-
nhecido tecnicamente como ‘higidez
ambiental’, que age por intermédio
do abastecimento de água potável,
coleta e disposição de resíduos sóli-
dos, controle de líquidos e gasosos,
promoção da disciplina sanitária de
uso do solo, drenagem urbana, do
controle de doenças transmissíveis
e outros serviços e obras especializa-
das neste contexto. O objetivo seria
essencialmente proteger e melhorar
as condições de vida urbana e rural.
André Telles – Presidente
executivo da Ecosan Soluções
e Equipamentos ambientais e
vice-presidente do SINDESAM
Sistema Nacional das Indústrias
de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental

Rede multiplica ‘soldados’ verdes

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Por Rogério Verzignasse

Um projeto que já começou a ser implementado pelo governo municipal promete transformar o conceito que o campineiro tem de sustentabilidade, proteção e preservação ambiental. O programa pretende formar educadores, instalar espaços para aulas práticas, planejar e monitorar as ações socioeducativas na cidade toda. A rede sistematizada de informações é rara em cidades do porte de Campinas, e cria ferramentas de proteção à natureza.
O plano foi regulamentado por meio de lei em junho de 2017. Já funciona o primeiro Centro de Educação Ambiental aberto à garotada nas dependências da Mata Santa Genebra, maior e mais importante fragmento florestal urbano no município. Lá dentro, a criançada recebe a orientação de monitores especializados e aprende, passo a passo, as causas de degradação e como ela precisa ser combatida, cotidianamente.
Até dezembro devem estar funcionado outros três polos educativos, no Bosque dos Jequitibás, no Centro de Conhecimento das Águas e na Estação Ambiental de Joaquim Egídio. Os idealizadores estimam que, até 2026, Campinas vai contar com a rede completa de avaliação e monitoramento das condições ambientais do município.
Imediatamente, o programa prevê a criação de uma plataforma digital para a difusão do conhecimento e a divulgação das atividades. O mais interessante é que o Plano Municipal de Educação Ambiental não implica em gastos astronômicos. Os técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente ganham o apoio de profissionais de outras pastas (como Educação, Cultura, Serviços Públicos, Assistência Social e Desenvolvimento Econômico), de empresas e das diretorias estaduais de ensino. Está prevista a contratação pontual de especialistas (por meio de concurso) e a utilização de estruturas já disponíveis. E as ações serão, basicamente, financiadas com recursos do próprio Fundo de Recuperação, Manutenção e Preservação do Meio Ambiente (ProAmb).
De acordo com a coordenadora setorial de projetos e Educação Ambiental, Dominique Missio de Faria, a proposta essencial do plano é envolver a população no socorro ao meio ambiente. “Queremos estabelecer uma cultura de sustentabilidade. Fazer com que as pessoas deixem de jogar lixo em locais inadequados, deixem de agredir mananciais, deixem de desmatar”, explica.
Áreas ameaçadas
O secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, explica que as atividades de preservação não são obrigação exclusiva do governo. É preciso, diz, que a população assuma o compromisso de cuidar do meio ambiente.
A falta dessa postura consciente traz consequências que estão diante dos nossos olhos. A cidade tem diversas áreas de proteção permanente impactadas. Matas que são destruídas diariamente, por pessoas irresponsáveis, inconsequentes, defende Menezes.
Há outros clássicos exemplos de falta de cidadania. Há casos em que a rede de coleta de esgoto passa na frente da casa do cidadão. Mas, para economizar, ele prefere fazer a ligação da própria casa diretamente na rede pluvial. A sujeira, sem nenhum tratamento, vai direto para o rio.
Outro exemplo: moradores querem que a Prefeitura faça a supressão de árvores que soltam folhas e entopem calhas. Seria correto – e muito mais simples – que cada cidadão simplesmente fizesse a limpeza periódica da calha.