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Fome Oculta: a rotina de quem sofre com a falta de alimentos

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Da Agência Pública

Rute Carvalho (zona sul), Givanilda Novaes (zona norte), Andreia Aparecida (centro) e Maria José Vicente (zona leste) são parte das pessoas que vivem em situação de insegurança alimentar moderada e grave em São Paulo.

As duas situações são caracterizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quando há redução da quantidade de alimentos entre os adultos, ruptura nos padrões de alimentação devido a falta de alimentos, redução da quantidade de alimentos entre as crianças ou quando alguém fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro.

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DEFESA DOS ANIMAIS, RECEITAS SEM CARNE E MUITO MAIS NESTE GREEN MONSTER MAIL!

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Boletim de 5 de Setembro de 2018
Por Valquiria Daher (interina)

MAPA DO VENENO DO AGRO


Desmatamento no Pará, na nova fronteira do agronegócio (Foto Raphael Alves/AFP)

O Atlas do Agronegócio tira a máscara do setor. Campanha recente com o slogan “O agro é tech, o agro é pop, o agro é tudo” podia dar a impressão de modernização, mas o raio X do setor, feito por duas fundações, revela que o uso de agrotóxicos mais que dobrou nos últimos anos, os latifúndios já são do tamanho da Árabia Saudita e os especuladores estão no campo, com tudo. O retrato detalhado do agro nacional está na reportagem de Liana Melo, no #Colabora.

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MÚLTIPLOS ALERTAS IGNORADOS

Não foi por falta de aviso. Há mais de uma década, são feitas denúncias sobre as péssimas condições de conservação do palácio do Museu Nacional. Fios elétricos expostos, infiltração, inundação, queda de gesso do teto, infestação de insetos. A lista de problemas é enorme, mostra Nathalia Passarinho, na BBC. Outra denúncia – esta anônima – foi feita ao Ministério Público Federal, em julho, sobre o risco de incêndio, informam Anne Lottermann e Leslie Leitão, no G1. Porta arrombada, o BNDES vai liberar R$ 25 milhões para a conservação de museus e arquivos país afora. No mesmo pacote, foram abertos fundos de financiamento para essas instituições e um específico para o museu da Quinta da Boa Vista, que receberá também R$ 10 milhões para começar a reconstrução. Mas o trabalho é árduo, alerta Felipe Betim, no El País. As perdas e danos são imensos, ainda estão sendo contabilizados, mas dinossauros e registros de línguas extintas foram perdidos, inventoria Camilla Costa, na BBC. “É como se fôssemos extintos outra vez”, dizem indígenas que vivem na Aldeia Maranã e tentaram salvar do fogo registros de tribos desaparecidas, conta Camila Zarur, na Piauí.

MUSEUS, UMA ANÁLISE DO PROBLEMA

Por que os museus brasileiros padecem? É só falta de dinheiro público? Gestor da Casa da Marquesa de Santos, Douglas Fasolato explica os obstáculos e aponta caminhos para um futuro melhor para nossos museus. “Temos que seduzir, despertar desejos e fazer com que as pessoas se reconheçam nas narrativas dos espaços”, diz, em entrevista a Fernanda Baldioti, no #Colabora. Mas o problema parece crônico, uma longa lista de patrimônios culturais e ambientais está ameaçada, listam Gil Alessi e Marina Rossi, no El País.

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O GOOGLE ME DEIXOU BURRO?

O buscador mais popular do mundo faz 20 anos. E muito se fala sobre seus danos para a memória e até para a inteligência humana. Mas muitas dessas críticas caem por terra nesta entrevista com o neurocientista Dean Brunett, no DW. “A capacidade de memorizar grandes blocos de texto não é um sinal de inteligência”, ele diz.

RACISMO EM HARVARD

Por discriminar estudantes de origem asiática a respeitada Universidade de Harvard está sendo processada. Para o Departamento de Justiça americano, a instituição atribuiu notas mais baixas a estudantes com ótimo desepenho, por sua raça. Foram analisados 160 mil registros estudantis para a construção do argumento, detalha o Geledés.

E A BOA NOTÍCIA QUE VOCÊ RESPEITA

• ESTANTE MÁGICA. A história de Robson Melo bem parece uma fábula. Morador da Rocinha, educado a vida toda no ensino público, ele conseguiu criar uma startup lucrativa para publicar livros. E mais para incentivar a leitura em crianças. A empresa se associa a escolas públicas e privadas para publicar livros de seus estudantes, conta Christina Martins, no #Colabora.

P R E S T E   A T E N Ç Ã O


Colin Kaepernick em anúncio que revoltou parcela dos americanos (Reprodução)

• Bastou a Nike escolher o jogador da NBA Colin Kaepernick como garoto-propaganda para uma onda de ataques à marca, inclusive de celebridades, se espalhar pelas redes sociais. Colin está sem time desde a temporada 2016/207, quando se negou a ficar de pé durante a execução do hino americano. Ficou de joelhos para protestar contra a violência policial que afeta os afro-americanos. No anúncio, sua foto está acompanhada da frase “Acredite em alguma coisa, mesmo que isso signifique sacrificar tudo”.

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Marking three years since historic moment: Efforts continue to keep the promise of the global goals 

Three years into the 2030 Agenda for Sustainable Development, the world has seen both important progress towards the Sustainable Development Goals (SDGs) and setbacks that require urgent action. “We have only 12 more years until 2030 to fully realize this transformative agenda, but these Goals are absolutely within our reach. It will require policy makers’ unwavering attention, a laser-sharp focus on implementation of these Goals, and a true sense of urgency,” said UN DESA’s Under-Secretary-General Liu Zhenmin at the recent 2018 High-level Political Forum on Sustainable Development.
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HIGHLIGHTS

The 2030 Agenda for Sustainable Development is ambitious and will require trillions of dollars of investment, with cost assessments ranging between $5 to $7 trillion per year. Three years into realizing the Sustainable Development Goals, there have been numerous successes – countries have taken concrete steps to mobilize domestic resources and implement national sustainable development strategies, and interest in sustainable investment is growing. But we face growing challenges as well. Although global growth is positive, there are growing risks and wavering commitments on a range of issues – climate change, trade and economic and financial cooperation.

Earlier this summer, Rhonda King of the Caribbean island nation of Saint Vincent and the Grenadines, was voted in as the 74th President of the United Nations Economic and Social Council (ECOSOC). Upon her election on 26 July 2018, Ms. King said that she intended to make the year ahead “a defining” one for the body that leads the UN’s ambitious drive for sustainable, economic, social and environmental development.
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GET INVOLVED EXPERT VOICES IN CASE YOU MISSED IT
World leaders will soon be coming together at UN Headquarters in New York as the UN General Assembly’s 73rd session and its high-level week kick off in September. The global goals and our joint efforts to finance and achieve them, building a healthier, more equitable and prosperous planet, will be among the many items on a busy agenda.

Our planet is home to 1.8 billion young people today; the largest generation of youth in history. Growing up in an interconnected world, it is a generation facing many opportunities, but grave challenges at the very same time. This September, the UN will present a new strategy for youth to step up its efforts, working with and for young people around the globe. Ahead of the launch, UN DESA Voice talked to the UN Secretary-General’s Envoy on Youth, Ms. Jayathma Wickramanayake, who shared her hopes for what this new strategy will achieve.

Indigenous peoples have a profound spiritual connection to their lands and resources. Yet, increasingly, indigenous persons are migrating within their countries and across international borders. This year’s commemoration of the International Day of the World’s Indigenous Peoples focused on Indigenous Peoples: Migration and Movement. The event explored how migration is an opportunity, but also carries inherent risks.
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MORE FROM UNDESA
 
10-14 September
17 September
Briefing on the Global Infrastructure Forum 2018, New York
18 September
UN General Assembly, Seventy-third session, New York
24 September
High-level Meeting on Financing the 2030 Agenda for Sustainable Development, New York
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Seca do Paraíba é a mais longa em 85 anos

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O período de seca do rio Paraíba do Sul é o mais longo em 85 anos. A afirmação é do diretor do Comitê do Baixo Paraíba, João Siqueira. A solução para o problema passa pela construção de uma cisterna de água e contenção de cheias, que deverá ser realizada em Minas Gerais. Enquanto o projeto não sai do papel, ações são realizadas pela Prefeitura de Campos e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que buscam minimizar os impactos. Com o volume baixo do rio, a população aproveitou para cultivar hortas nas áreas ribeirinhas.
Segundo João Siqueira, este ano o nível da chuva foi até maior, mas não o suficiente para acabar com a crise. “Esse ano choveu mais um pouco, mas não choveu nas cabeceiras. Em 85 anos que se mede o nível do rio Paraíba aqui em Campos, a cota mínima é 5,20m. De 2013 a 2017, caiu para 4,40. O rio está seco novamente. A crise não acabou. Hoje, está em 4,60m. Vai chegar em setembro ou outubro a 4,20m. São cinco anos de seca, nunca houve isso na história do Paraíba. Em 85 anos de medição, nunca houve uma seca deste tamanho”, ressaltou.
Rio Paraíba do Sul
Rio Paraíba do Sul / Isaías Fernandes
Outro fator que contribuiu para complicar a situação do rio Paraíba do Sul é o aumento do período seco nos últimos 20 anos. “Nós dividimos o rio Paraíba do Sul em duas partes: a primeira que atende São Paulo e a cidade do Rio de Janeiro e a segunda que atende o restante da bacia. O lado de São Paulo e Rio tem cisterna, o nosso lado não tem. Chove, bate na calha, vai para o mar e está seco de novo. E isso é de março a outubro, período seco que se alongou para Campos e São João da Barra nos últimos 20 anos. Era de maio a setembro, agora é de março a outubro”, disse João Siqueira.
A seca no rio em Campos fez surgir uma horta comunitária nos arredores do Paraíba. Na altura do Jardim Carioca, em Guarus, são cultivadas hortaliças, legumes e verduras de todo tipo. O uso do rio pela população em períodos secos não é novidade. Em 2014, as pessoas transformaram o Paraíba em balneário, com direito a guarda-sol, cadeira, cerveja, samba e farofa. Na época, o local foi apelidado de “Ilha dos Caras”.
Cota mínima do Paraíba está em 4,60m
Cota mínima do Paraíba está em 4,60m / Isaías Fernandes
Para evitar tais situações, João Siqueira ressalta que é necessário a construção da cisterna. “Alocamos um recurso do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) para fazer o projeto da cisterna. Existia um projeto de contenção de cheia em Muriaé e Pádua. O projeto voltou para o Inea e agora se transformou em projeto de reservação de água e contenção de cheias, certamente para resolver o problema”, finalizou.
Enquanto o projeto não sai do papel, a Prefeitura de Campos protege os mananciais através de reflorestamento às margens do Paraíba e seus afluentes. “Uma das ações mais importantes para a preservação do Paraíba é a proteção das áreas de recarga dos rios, as nascentes, onde os rios se formam. Quando falamos em proteção dos rios, temos que ressaltar a qualidade da água, com tratamento de esgoto, ações de educação ambiental, como as que acontecem no Centro de Educação Ambiental (CEA) para que não haja despejo irregular de lixo e esgoto, além de preservar rios e lagoas e não desperdiçar água” informou o subsecretário de Desenvolvimento Ambiental, Carlos Ronald Macabu.

Hortas urbanas podem contribuir para a melhora da qualidade de vida nas cidades

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A prática traz vantagens para a alimentação, para o convívio com a natureza e até para as relações sociais. André Fraga, secretário da Cidade Sustentável e Inovação de Salvador, fala da experiência bem-sucedida da capital baiana, que hoje chegar a produzir mais de uma tonelada de alimentos para instituições de caridade por meio de projeto administrado por moradores.

Horta urbana de Salvador. Foto: Reprodução / Facebook (Crédito: )