UMA REFLEXÃO PARA OS MEUS AMIGOS AMBIENTALISTAS E SUSTENTÁVEIS

Por Francisco Carrera
Carvalhos, castanheiras, oliveiras e sabugueiros.  Salvaram uma família e uma aldeiola inteira, no ultimo incêndio florestal em Portugal.
 Eis que a Mãe Floresta, filha de Gaia, respondeu à humanidade com um gesto simples, porém simbólico.
Árvores nativas comunicaram-se entre si nos ambientes florestais também nativos de Portugal. Guardaram alta umidade, aumentaram o volume de seiva, e salvaram seres humanos. Elas estão acostumadas às ameaças dos incêndios florestais. Assim tem sido há milhares de anos. Estas árvores são seres ancestrais, revezam-se era atrás de era. Só nós, humanos, nos situamos em um patamar de domínio, poder e liderança. Posicionamo-nos como titulares de um domínio que não nos foi legado. Mas apesar de tudo, Gaia ainda nos ama. E deixa exemplos práticos de um amor de mae para filho.
Eucaliptos, exóticos e alheios ao ecossistema local, viraram cinzas. Afinal, não foram plantadas por Gaia. Não testemunharam a presença exaustiva de neandertais,  constantes ataques nórdicos, vikings, celtas, mouros, romanos, saxões, etc…
Gaia nos mostrou o verdadeiro valor da ancestralidade do reino vegetal, e de sua superioridade sobre nossa inteligência. Enquanto alguns humanos tentam substituir seres criados por Gaia, pela fragilidade e agilidade da informação digital, Gaia deixa uma mensagem para toda nós, audaciosos seres humanos: “nós ainda somos importantes. Afinal somos seus FILHOS.”
REFLITA!!!
LARGUE O SEU CELULAR. POR UM MINUTO, QUE SEJA.
ABRACE UMA ÁRVORE E AGRADEÇA, AO MENOS O OXIGÊNIO QUE ELA TE DEU.
AO MENOS POR UMA MANHÃ DE SOL.
 Reconheça a Presença de DEUS,  a presença de nossa Mãe.
Ela está Viva. E vive por nós.

Eviation debuta con su avión prototipo totalmente eléctrico en la Feria Internacional del Aire de París 2017

Eviation’s all-electric aircraft takes the spotlight at the Paris Air Show (PRNewsfoto/Eviation Aircraft Ltd.)

KADIMA, Israel y LE BOURGET, Francia, 19 de junio de 2017 /PRNewswire/ — Feria del Aire de París 2017 — Eviation Aircraft, un fabricante internacional de soluciones de desplazamiento aéreo totalmente eléctricas, ha dado a conocer hoy el prototipo de su avión ligero totalmente eléctrico en la pista de la quincuagésima segunda Feria Internacional del Aire de París 2017. Este debut público del avión de Eviation representa el cambio actual en los viajes aéreos regionales que está redefiniendo el sector de la aviación tradicional en la feria. Es posible ver el prototipo en la feria dentro de la exposición estática A8.

Eviation está iniciando la nueva oleada de innovaciones en aviación con un diseño que es completamente eléctrico desde el comienzo. Este enfoque holístico ha conducido a una redefinición de los principales componentes del diseño, incluidos el armazón, la hélice y el motor, haciendo hincapié en maximizar la eficiencia de vuelo y en el ahorro de energía. Con una cartera de patentes que incluye la gestión térmica y el aterrizaje autónomo, la nave de Eviation no encuentra ninguna traba normativa, ya que cumple con los requisitos de certificación de hoy en día, además de mantenerse en contacto con un número cada vez mayor de operadores de vuelos regionales.

“Estamos siendo testigos de una nueva era en la aviación a medida que avanza el almacenamiento de energía y el diseño del avión ofrece un desplazamiento aéreo eléctrico bajo pedido que está a nuestro alcance”, afirmó Mark Moore, director de Aviación de Ingeniería de Uber. “Nuestro enfoque en Uber consiste en configurar el ecosistema necesario para que afloren los vehículos eléctricos urbanos VTOL (con despegue y aterrizaje verticales) con los que poder recorrer entre 20 y 60 millas y que puedan ofrecer increíbles ahorros de tiempo respecto al transporte por tierra en grandes viajes en las ciudades. Por otra parte, nos agrada ver que existen nuevos participantes valientes como Eviation enfrentándose a los desafíos de los diferentes sectores a través de la aviación eléctrica; estos participantes ayudarán a satisfacer la demanda de nuevas tecnologías de baterías y carga rápida, las cuales son cruciales para los vuelos eléctricos”.

Del mismo modo que los vehículos compartidos, eléctricos y autónomos están revolucionando el transporte por tierra, los desplazamientos por aire ofrecen la oportunidad de redefinir el lugar donde decidimos vivir, trabajar, jugar o explorar. A pesar de que el desplazamiento regional funciona como pilar fundamental de los sistemas de transporte, los operadores locales pueden llegar a gastar hasta un 7 por ciento de sus costes operativos en mantenimiento, así como en garantizar que los aviones se encuentran en el lugar adecuado en el momento justo. Además de ofrecer a los pasajeros la comodidad y la estabilidad de un jetliner por un precio equiparable a cualquier otra forma de desplazamiento actual, los aviones eléctricos de Eviation son una prueba viviente de las misiones de pruebas de concepto aéreas, y avanzarán hacia la fase de certificación y comercialización en 2018. La compañía espera realizar los primeros vuelos comerciales a principios del 2021.

“En un momento en el que estamos más conectados que nunca, nuestras opciones de movilidad deben adaptarse para reflejar este futuro nuevo y eficiente”, afirmó Omer Bar-Yohay, consejero delegado de Eviation Aircraft. “Tanto si se trata de producir cero emisiones, de viajes de bajo coste de Silicon Valley a San Diego, o de Seúl a Pekín, nuestros aviones totalmente eléctricos ofrecen a la gente la oportunidad de desplazarse con la velocidad y la repercusión que requiere la economía global actual”.

Mundoenergia

Foto: Eviation Aircraft

O 1º supermercado brasileiro em que clientes podem trocar lixo reciclável por comida

O Acre existe SIM – e está dando um banho de sustentabilidade nos demais Estados do país. A região acaba de ganhar o primeiro supermercadobrasileiro em que é possível comprar comida com lixo reciclável.

Isso porque o estabelecimento, batizado de TrocTroc, oferece aos clientes a possibilidade de trocar PETs, latas de alumínio e lacres de garrafas plásticas por qualquer produto vendido no mercado.

Cada quilo de material reciclável vale R$ 0,50 em compras. Caso o cliente traga os resíduos já limpos e amassados, facilitando sua reciclagem, o valor do bônus tem acréscimo de 20%.

Nas prateleiras, artigos como frutas, grãos, legumes e verduras – tudo produzido localmente, a fim de valorizar os produtores rurais da região.

Aliás, não são só eles que estão sendo empoderados com a iniciativa. O TrocTroc foi idealizado por Marcelo Valadão, presidente da House of Indians Foundation – uma entidade internacional que luta pelo respeito e preservação da cultura indígena e que, não por acaso, deixou o supermercado aos cuidados de membros da tribo Ashaninka, a fim de fomentar a economia local e valorizar seus costumes de troca.

Já pensou quantas pessoas Brasil afora que, atualmente, estão em situação de vulnerabilidade – como moradores de rua – poderiam ser ajudadas, caso a moda do supermercado TrocTroc pegasse?

Foto: Divulgação

ME MOSTRE OS DADOS!

O SEEG 2016 mostrou que o setor agropecuário concentrou quase 70% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2015. Isso acontece por duas razões: primeiro, há a emissão direta da agropecuária, derivada, por exemplo, do metano emitido pelo rebanho bovino – o popular arroto da vaca – e do uso de fertilizantes nitrogenados. Depois, mas não menos importante, há as emissões por desmatamento, feito principalmente para pastagens.

Este diagrama mostra como o bolo das emissões se divide entre os setores. Do 1,927 bilhão de toneladas brutas de CO2 equivalente emitidas pelo Brasil em 2015, 903 milhões vieram de desmatamento, 362 milhões da pecuária e 67 milhões da agricultura.

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Elevação do nível do mar deve aumentar risco de desastres naturais no Brasil

O risco de ocorrência de ressacas, enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra nas cidades brasileiras deve aumentar consideravelmente devido à elevação do nível do mar. De acordo com o relatório internacional Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas, o nível do mar pode chegar a subir 40 centímetros até 2050.

Entre 1901 e 2010, o nível médio dos mares ao redor do planeta subiu, em média, 19 centímetros. O período de maior elevação é recente, de 1993 a 2010, quando a taxa de elevação correspondeu a mais de 3,2 milímetros por ano.

As projeções são do quinto relatório (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que indicam que o nível do mar vai subir, globalmente, entre 26 centímetros e 98 centímetros até 2100.

O climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), alerta que uma das consequências da elevação do nível dos oceanos é a redução da faixa de areia. Em alguns casos, como em Recife (PE), o mar avançou 20 metros na Praia de Boa Viagem, um dos cartões-postais do município e uma das áreas residenciais mais valorizadas da capital pernambucana. O mesmo acontece em Santos (SP), que abriga o maior porto da América Latina.

“Não é como nos filmes, em que uma onda gigantesca ‘afoga’ a cidade. Mas já há casos em que o mar invade a cidade e entra em garagens, afetando carros e estações de energia. Isso é muito perigoso e traz muitos prejuízos”, diz.

Nível do mar 

Em Santos (SP), o nível do mar tem aumentado 1,2 milímetro por ano, em média, desde a década de 1940. Além disso, aumentaram o tamanho das ondas – que passou de 1 metro em 1957 para 1,3 metro em 2002 – e a quantidade de ressacas.

No Rio de Janeiro (RJ), a estação maregráfica da Ilha Fiscal, localizada na Baía de Guanabara, detém a mais longa série histórica desse tipo de dado do Brasil, indicando uma tendência de aumento do nível do mar de 1,3 milímetro por ano, com base nos dados mensais do nível do mar do período de 1963 a 2011. O índice de confiança é de 95%.

Já em Recife (PE), o nível do mar subiu 5,6 milímetros entre 1946 e 1988, o que significa uma elevação de 24 centímetros em 42 anos. A erosão costeira e a ocupação do pós-praia provocaram uma redução da linha de praia em mais de 20 metros em Boa Viagem, segundo os autores do estudo.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Agência Brasil 

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Vai cortando…

Eucaliptugal, o ecocídio da floresta nacional

Portugal tem a maior área de eucalipto plantado de toda a Europa

Portugal é hoje provavelmente o país com maior área de eucaliptal plantado em toda a Europa. Não falamos em termos relativos, mas em termos absolutos de área plantada. Portugal, o pequeno jardim à beira-mar plantado, tem a maior área de eucalipto plantado de todo o continente.

Em 2008 o território português era já o maior produtor mundial de Eucalyptus globulus, à frente de Espanha e da Austrália. A área de eucaliptal na altura era de mais de 700 mil hectares. Cresceu. Hoje o Eucalyptus globulus atinge oficialmente os 812 mil hectares de área plantada no espaço florestal em Portugal. Em termos de área total de eucaliptos plantados, Portugal fica apenas atrás da Índia, do Brasil, da China e da Austrália.

– A área da Índia é 32 vezes a área de Portugal.

–  A área da Austrália é 84 vezes a de Portugal.

– A área do Brasil é 92 vezes a de Portugal.

– A área da China é 104 vezes a de Portugal.

No entanto Portugal compete diretamente com estes países em termos de área plantada de eucalipto, com os seus modestos 91 mil 470 km², onde 8,8% são eucaliptos, 26% de toda a área florestal, recorde mundial.

Na Austrália, país de que são originários os eucaliptos, o Eucalyptus globulus é conhecido como Tasmanian Blue Gum (Árvore da Seiva Azul da Tasmânia), Southern Blue Gum (Árvore da Seiva Azul do Sul), Fever Tree (Árvore da Febre) e até mesmo Gasoline Tree (Árvore Gasolina). Os nomes comuns das árvores costumam ter forte ligação às suas características próprias. Algumas das características deste eucalipto promoveram a sua expansão por todo o mundo, ocupando hoje uma área estimada em 22 milhões de hectares. Este eucalipto é uma árvore de rotação curta e crescimento rápido, o que permite que seja utilizada com uma elevada produtividade e com rápido retorno nos investimentos, o que anda a par com a escolha da economia de curto prazo vigente nos dias de hoje.

Se o eucalipto for introduzido em territórios onde não exista falta de água, ao contrário do seu terreno natural, este crescimento será ainda mais rápido, com elevada voracidade de absorção de água e nutrientes dos solos. E é assim que em Portugal e Espanha temos boas condições para o eucalipto, razão pela qual os mais altos Eucalyptus globulus do mundo se encontram na Península Ibérica e não na Oceânia O eucalipto está perfeitamente adaptado a Portugal, o problema é que Portugal não está perfeitamente adaptado ao eucalipto.

As árvores não podem nem devem avaliadas segundo as suas características próprias como se fossem boas ou más. As suas características derivam das condições naturais em que as mesmas evoluíram e dos fatores que levaram ao seu sucesso nesses mesmos ecossistemas. As condições nas quais este eucalipto evoluiu favoreceram uma série de características próprias excelentes para o seu desenvolvimento no sul da Austrália e na Tasmânia, que poderão não ser as mais adequadas à sua plantação por todo o mundo.

O eucalipto é altamente inflamável, em particular a partir dos 6/7 anos de idade. As folhas do eucalipto libertam o agradável aroma que todos conhecemos, que se compõe de terpenos e de ácidos fenólicos, óleos e compostos que não só inibem o desenvolvimento de microrganismos nos solos das florestas de eucaliptos como também impedem o crescimento de ervas nestes solos, inibindo o desenvolvimento de raízes de sementes de outras espécies. Esta é uma característica importante para o desenvolvimento do eucalipto na Austrália, onde compete com outras espécies para a ocupação de poucos recursos, nomeadamente para absorção de água e minerais. Apesar de altamente inflamável, não é comum o eucalipto morrer em incêndios. A sua casca incendeia-se muito rapidamente, explode e emite projeções da sua casca incandescente até centenas de metros de distância. A elevada acumulação de biomassa das folhas no leito da plantação aumenta o material disponível para a combustão, de difícil decomposição pelos microrganismos.

Os solos das plantações deste eucalipto são altamente hidrofóbicos e os microrganismos têm dificuldade em digerir as folhas e a casca que caem da árvore, razão pela qual há pouca variabilidade de microrganismos presente nas plantações de eucalipto. Consequentemente há menos invertebrados nestas “florestas”, menos cogumelos e menos ervas. A possibilidade de qualificar um eucaliptal como passível de integrar um sistema agro-silvo-pastoril ignora o facto de que tanto cabras como ovelhas ou vacas são incapazes de digerir as folhas de eucalipto.

A maior parte das espécies que come matéria vegetal estará portanto afastada das plantações de eucalipto, em todos os locais exceto aqueles em que existem eucaliptos há milhares de anos e onde as espécies como o koala conseguem de facto comer e digerir as folhas do eucalipto. Considerando a difícil habitação da maior parte das espécies num eucaliptal plantado fora do seu habitat, alguém lembrou-se um dia de lhe chamar a estas plantações de “desertos verdes”.

Mitos, dirão os produtores deste eucalipto e da pasta branca de papel, apontando estudos que não confirmam nem desmentem uma série de pequenos aspetos passíveis de discussão. Apontarão problemas de gestão para justificar os impactos dos eucaliptos nos solos, os seus efeitos nos níveis de água, tentando negar as características responsáveis pelo sucesso económico do eucalipto: ele cresce rapidamente porque metaboliza rapidamente os nutrientes, absorve mais água e utiliza-a de forma mais eficiente para extrair dos solos a sua riqueza. Depois é cortado e leva essa riqueza consigo.

Não é um complot do eucalipto, é a forma como ele é utilizado. E as únicas formas de gestão do eucalipto que o compatibilizariam com um desenvolvimento harmonioso seriam a negação das características desta árvore que, sendo benéficas para o crescimento económico a curto prazo, são pelas mesmas características prejudiciais ao território, às características dos incêndios, ao esgotamento dos solos da água, à incompatibilidade com a biodiversidade local. E diploma algum em qualquer parte do mundo permitirá mudar a biologia por decreto administrativo.

Se considerarmos além disto que a previsão atual é de que a temperatura no país possa subir até 10ºC nos próximos 75 anos e que o mercado mundial do papel está em declínio, ficam perguntas: qual é o objetivo de tudo isto? Porquê um eucaliptugal, um portugalipto? Quem ganha com este ecocídio? E quando é que vamos deixar de vez de aceitar que espezinhem o nosso direito universal a um ambiente saudável? Quando já não houver?

 

João Camargo

Engenheiro Zootécnico

Engenheiro do Ambiente

Técnico de Intervenção da Liga para a Protecção da Natureza