11º Congresso Estadual do Sindicato dos Engenheiros do ES

Profissionais e estudantes podem participar. Inscrições gratuitas. Vagas limitadas.

O 11º Congresso Estadual do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo é um evento preparatório para o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge).  O evento será realizado nos dias 26 e 27 de maio de 2017.

O encontro regional é o maior fórum de debate de engenheiros(as) de todas as modalidades, engenheiros(as) de segurança do trabalho, geógrafos(as), geólogos(as), agrônomos(as), agrimensores(as) e meteorologistas do Estado. Os temas escolhidos para este ano discutem à agenda de retirada de direitos e de ataque à engenharia nacional, bem como refletem sobre o papel das ciências tecnológicas para o desenvolvimento sustentável.

Inscrições

Profissionais e estudantes podem participar. Inscrições gratuitas. Vagas limitadas.
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Data/Local 11º Congresso Estadual do Senge-ES:
26 e 27 de maio de 2017
Villa Cypreste Cerimonial
Av. Saturnino Rangel Mauro, 711. Jardim da Penha (Vitória-ES)

boletim especial
Vitória, 17 de maio de 2017
Informativo Especial

 

http://www.marica.rj.gov.br/2017/05/18/iniciado-projeto-disque-arvores-frutiferas/

Iniciado projeto Disque-Árvores Frutíferas

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), deu início nesta quarta-feira (17/05) ao projeto Disque-Árvores Frutíferas. O secretário Júlio Carolino esteve no Horto Florestal Santos Lima, em Santa Maria Madalena, região serrana do estado do Rio, e lá recebeu do administrador Jean Moraes Rocha a doação de mil mudas que, por sua vez, serão entregues para a população. “A partir de hoje, as pessoas vão poder ligar para a secretaria e agendar o plantio de uma muda de árvore frutífera na frente de suas casas”, explicou Júlio.

Cerca de 14 espécies, entre elas pitangueiras, ameixeiras, cajueiros e tamarineiras, já estão disponíveis. Os munícipes que desejarem uma árvore deverão entrar em contato pelo telefone (21) 3731-4014 e fazer o agendamento do plantio. Também já foi firmada com o horto uma parceria para a doação de mil mudas de plantas ornamentais, que serão utilizadas na preparação dos primeiros canteiros de Maricá.

http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=3128124

AMBIENTE AVANÇA COM PROJETO ÁGUA DO RIO DAS FLORES E CELEBRA PLANTIO DE MUDA DE NÚMERO 50 MIL EM VALENÇA

Expectativa é plantar um milhão de mudas até 2021

Importante iniciativa que visa preservar a mata ciliar do principal manancial de abastecimento público de Valença, na região Sul Fluminense, o Projeto Água do Rio das Flores celebra, nesta sexta-feira (19/5), o plantio da muda de número 50 mil, em cerimônia na Fazenda Santo Antônio do Paiol da Pequena Obra da Divina Providência, no município de Valença. O projeto prevê o plantio de um milhão de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na Bacia Hidrográfica de Rio das Flores, em área correspondente a 610 hectares.

A cerimônia também marcará a conclusão da implantação da primeira fase do Projeto Água do Rio das Flores nessa mesma fazenda.

Até o momento, já foram concluídas a restauração florestal de dez hectares em nascentes e matas ciliares na Fazenda Santo Antônio do Paiol e de 20 hectares na Fazenda Terras Altas, totalizando o plantio de 49.999 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

O Projeto Água do Rio das Flores é executado pela Secretaria do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)), em parceria com a Fundação Dom André ArcoVerde, Concessionária RIOgaleão, Ferroport e o Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP) e foi lançado em novembro de 2016.

Com duração de cinco anos, a ação de recuperação ambiental irá garantir a oferta de água para as atuais e futuras gerações, em qualidade e quantidade. O Rio das flores é responsável pelo abastecimento de, aproximadamente, 50 mil habitantes, o equivalente a 80,6% da população total do município.

Estudos publicados por diversas instituições, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e a WWF (Fundo Mundial para a Natureza), comprovam que as áreas recobertas por florestas oferecem água de boa qualidade e com melhor distribuição ao longo de todo ano. Isso ocorre por que as florestas garantem maior infiltração da água no solo e recarregam os aquíferos que alimentam os cursos de água. Além disso, evita o processo de erosão que acaba causando o assoreamento dos rios e o aumento de correntezas.

A iniciativa também conta com uma parceria fundamental: o apoio de donos de terras inseridos na área de atuação do projeto que estejam com sua propriedade regularizada, com inscrição e registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme determina o Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012).

Até o momento, 22 proprietários aderiram ao Projeto Água do Rio das Flores, e se comprometeram a recuperar áreas de nascentes, matas ciliares e áreas de recarga para restauração florestal. Até março de 2018, será realizada a restauração de cerca de 300 hectares nessas propriedades, totalizando o plantio de cerca de meio milhão mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

– O ciclo do café foi uma época importante para a economia desta região, mas que contribuiu para degradar a área ambiental. Então, o Projeto Água do Rio das Flores vem de encontro ao nosso pensamento que é a restauração florestal de uma área que sofreu com todo esse processo e que favorecerá a qualidade da nossa água – disse Frei Geraldo Magela, da Fazenda Santo Antônio do Paiol.

Aos interessados, ainda é possível participar do projeto. Dentre os benefícios, o proprietário receberá apoio gratuito para inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).Mais informações: (24) 2453 0756 ou e-mail: aguasrf@faa.edu.br.

http://www.osaogoncalo.com.br/regiao-dos-lagos/24793/combate-aos-loteamentos-irregulares-no-municipio

Combate aos loteamentos irregulares no município

A Secretaria de Desenvolvimento reuniu cerca de 20 agentes das Coordenadorias de Assuntos Fundiários e de Meio Ambiente no que está sendo chamada de “Operação Tolerância Zero” nos loteamentos irregulares na área da APA da Bacia do Rio São João, mais precisamente às margens do Rio Gargoá, na Rua Sinagoga, em Tamoios.

A operação teve início nas primeiras horas da manhã de quinta-feira quando os agentes da Secretaria de Desenvolvimento e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e três viaturas da Polícia Militar se reuniram na Rodovia Amaral Peixoto, para fazer a incursão no local.

O Rio Gargoá vem sendo assoreado há tempos, com a ação dos grileiros que incendeiam a vegetação ciliar, demarcam os lotes com piquetes e fazem o parcelamento ilegal com mourões e arame farpado, demarcando o lote, colocando entulho e cimento, para então comercializar os lotes. É comum os grileiros e compradores desses lotes levantarem pequenas casas, onde colocam equipamentos como geladeiras, fogões e outros eletrodomésticos danificados, caracterizando no jargão legal uma “simulação de residência”, o que, em tese, impediria a demolição da construção e daria início à sua legalização. Todas as intervenções ilegais foram destruídas, incluindo três construções. Um homem que trabalhava na fabricação dos tijolos de cimento, foi notificado a demolir em até dez dias uma parte da casa onde trabalhava e da qual afirmou não ser o proprietário.

“Nossos agentes estiveram aqui no mês passado e limparam toda essa área. Hoje, já há novas construções e mais de um quilômetro de parcelamento ilegal. Os infratores precisam entender que não terão paz”, afirmou secretário de Desenvolvimento, Cláudio Bastos, que acompanhou de perto toda a ação.

http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/iniciada-a-dragagem-de-canal-que-liga-campos-e-quissama-no-rj.ghtml

Iniciada a dragagem de canal que liga Campos e Quissamã, no RJ

Canal está assoreado, o que impede a entrada e saída de barcos pesqueiros dos dois municípios.

Começou na manhã desta sexta-feira (19), a dragagem da barra do canal da Barra do Furado, no limite entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, ambos no Norte Fluminense. O canal está assoreado, o que impede a entrada e saída de barcos pesqueiros dos dois municípios. Cerca de 80 barcos estão presos no ancoradouro, sem condições de sair para o mar devido ao fechamento da barra.

Outros 500 barcos de toda a região que semanalmente movimentavam a localidade, não conseguem entrar para aportar e acabam descarregando em outras cidades, como Macaé, e até em municípios do Espírito Santo, afirmam os pescadores.

“Eu tinha quatro barcos, mas um virou tentando entrar na barra e quebrou. A esperança é que em breve estaremos de novo entrando no canal e movimentando a economia local”, afirmou o dono de barcos Adilsandro Ferreira. Segundo ele, a barra fechada prejudica principalmente frigoríficos, postos de combustíveis, fábricas de gelo, pessoas que trabalham na manutenção dos barcos e outros pequenos pontos comerciais da região.

Desta vez a dragagem será feita de forma diferente em relação à última, ocorrida em setembro do ano passado, quando os sedimentos retirados foram acumulados em uma das laterais e acabou sendo, aos poucos, levado de volta para o mesmo local pelas correntes marinhas e marés. Com uma autorização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), toda a areia retirada será empurrada com uma pá mecânica para o lado oposto ao aterro, a cerca de 100 metros da barra.

“A retirada dessa areia acumulada aí na entrada da barra vai permitir que os barcos voltem a entrar e sair do ancoradouro, o que não acontece há várias semanas”, explicou o superintendente municipal de Agricultura e Pecuária, Nildo Cardoso.

 

http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/05/20/desenvolvimento-ambiental-promove-georreferenciamento-das-areas-de-preservacao/

Desenvolvimento Ambiental promove georreferenciamento das áreas de preservação

Um dos objetivos da ação é garantir a utilização sustentável dessas unidades

A secretaria municipal de Desenvolvimento Ambiental (SMDA) segue o processo de validação do georreferenciamento das áreas de preservação ambiental do município. A ação visa à utilização sustentável dessas unidades, produzindo meios para aumentar os pontos referentes ao ICMS Verde, mecanismo tributário que possibilita aos municípios captar parte dos recursos financeiros arrecadados pelo Estado do Rio de Janeiro através do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, em razão do atendimento de determinados critérios ambientais estabelecidos em leis estaduais.

Segundo o secretário, Leonardo Barreto, o processo de validação dessa demarcação teve inicio há dois meses, quando a equipe da secretaria estava reunindo os dados sobre as Áreas de Proteção Ambiental (APA) do município para informar ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e captar os recursos do ICMS através de ações da atual gestão.

“Constatamos que as demarcações de aproximadamente 600 pontos em Lagoa de Cima e cerca de 50 pontos no Lagamar estavam deslocadas. Havia alguns erros de cálculo que corrigimos em parceria com a equipe de georreferenciamento do Cidac, pois as demarcações devem ser exatas para pontuar no ICMS Verde. O próximo lugar onde estaremos demarcando será o Parque Natural Municipal Taquaraçu. Toda área deve ser demarcada até para se ter uma referência. Sem esse georeferenciamento, fica difícil coibir construções irregulares, tal como já existem em Lagoa de Cima, mas não tínhamos um controle real dos limites dessas regiões. Quando a gente pontua, nós arrecadamos ICMS Verde por isso”, explica Leonardo Barreto.

O coordenador de Captação de Recursos da SMDA, Eduardo Carvalho, conta que o ICMS Ecológico não é um novo imposto, mas sim a introdução de novos critérios de redistribuição de recursos do ICMS integral, que reflete não apenas a efetiva implantação de áreas protegidas, como também a qualidade ambiental dos recursos hídricos e a destinação final adequada dos resíduos.

http://www.aconteceempetropolis.com.br/2017/05/21/projeto-de-lei-que-cria-o-conselho-municipal-de-protecao-e-defesa-dos-animais-e-remetido-para-camara/

Projeto de Lei que cria o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais é remetido para Câmara

O prefeito Bernardo Rossi remeteu à Câmara de Vereadores o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (COMUPA). O órgão, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, será composto por 24 membros, de forma paritária, com caráter permanente, consultivo e deliberativo, tendo em sua formação 12 representantes provenientes do poder público e 12 da sociedade civil.

“Vamos ampliar com o conselho as discussões sobre o bem estar animal e as ações que devem nortear o poder público na questão”, apontou Bernardo.

O conselho deve formular as diretrizes para políticas públicas de proteção e defesa de animais domesticados e silvestres. As ações devem observar a prevenção, mitigação, preparação, resposta, melhorias e recuperação voltadas à assistência dos bichos.

As avaliações das políticas municipais com direcionamento à proteção e defesa dos animais – inseridos neste âmbito – os órgãos, entidades públicas e privadas, também fazem parte do rol de pertinências do conselho criado pelo projeto de lei.

Também estão no escopo do Conselho a competência de organizar a cada dois anos a Conferência Municipal de Proteção Animal e a celebração de convênios, contratos e acordos com entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, com fins didáticos, de financiamento e para o desenvolvimento das áreas que estejam em consonância ao setor.

“Esse equipamento vai permitir uma participação efetiva da sociedade em todos os assuntos e demandas que permeiam a questão da defesa e proteção animal. Tenho certeza que esse espaço será destinado ao debate democrático e que muitas ideias e soluções serão concretizadas, para que tenhamos uma política eficaz destinada à causa”, afirmou Rossi.

Na formação do COMUPA, as cadeiras destinadas ao governo terão representantes do gabinete do prefeito, da Secretaria de Meio Ambiente,da Coordenadoria do Bem Estar Animal, da Procuradoria Geral, do Desenvolvimento Econômico, da Saúde, do Turispetro, da Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública, da Coordenadoria de Gestão Estratégica, da Câmara Municipal, do departamento de Agricultura e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

A sociedade civil estará representada por um representante das clínicas veterinárias, por um profissional médico veterinário, outro proveniente da classe empresarial, do Petrópolis Convention & Visitors Bureau, do comércio de produtos e alimentos para animais, do Conselho Municipal de Saúde, de uma instituição de ensino superior, da OAB, além de um representante de protetores independentes com atuação no setor animal, dois representantes da sociedade com atuação na área animal e um representante das associações de moradores da cidade.

O primeiro mandato na presidência será exercido pelo Poder Público e terá duração de um ano. Após esse processo, a sociedade civil assume a presidência e fica com o mandato pelo mesmo período. Os mandatos subsequentes terão duração de dois anos, com alternância de poder entre os representantes do governo municipal e da sociedade civil.

O Regimento Interno do COMUPA será elaborado, aprovado e oficializado em um período de 90 dias, com contagem a partir da data de nomeação e posse dos conselheiros e deverá ser homologado pelo prefeito.

O projeto de lei ainda prevê a criação do Fundo Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (FMPDA), que será regulamentado por uma resolução expedida pelo próprio conselho em um prazo de 90 dias, tão logo haja a publicação da lei. Os recursos serão provenientes da aplicação de multas, de doações de organismos nacionais e internacionais – públicas ou privadas – e dotações orçamentárias.

http://diariodovale.com.br/cidade/limpa-rio-40-das-obras-do-rio-das-pedras-em-penedo-foram-concluidas/

Limpa Rio: 40% das obras do Rio das Pedras, em Penedo, foram concluídas

Itatiaia – O morador de Penedo que passa pelo Rio das Pedras nota a diferença: o rio está ficando mais largo. Isso porque a obra de desassoreamento continua dia a dia com o objetivo de proporcionar um melhor escoamento das águas em época de chuva.

Segundo o secretário de Obras da prefeitura de Itatiaia, Carlos Alberto de Barros Soares, a obra chegou a uma marca de 40% concluída e segue o cronograma desenvolvido junto com o Inea.

– O andamento desta obra está mais avançado do que o esperado. O que antes era só um metro, ou dois, de passagem de água pelo rio, hoje são aproximadamente 6 a 8 metros de largura. Tem trechos maiores, chegando até 10 metros de largura. Estamos fazendo o processo de desassoreamento do rio dia a dia e buscando trazer a tranquilidade para os moradores que temem os dias de chuva por conta da cheia do Rio das Pedras – declara o secretário de Obras.

O serviço, uma parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) teve início no dia 3 de abril e tem a finalidade fazer a manutenção e limpeza do leito e margem do rio, um dos mais importantes para o município.

– Essa obra está avançando além das expectativas. Estamos atuando agora na área central de Penedo onde está localizado a maioria das residências. Vamos melhorar ainda mais o sistema de escoamento das águas em dias de chuva. Queremos proporcionar melhorias satisfatórias para o cidadão – pontua Eduardo Guedes, o Dudu.

A dragagem faz parte do Programa “Limpa Rio”, do Governo do Estado, que dispõe de equipamentos especializados e mão de obra qualificada para realização da limpeza e da manutenção dos corpos hídricos de forma contínua. As obras compreendem toda a sua extensão do Rio das Pedras, totalizando aproximadamente 4 km de comprimento. A expectativa é que o trabalho seja concluído em até 60 dias.

 

O alto custo dos ônibus da morte

Estudo inédito avalia o impacto do óleo diesel no transporte público da cidade de São Paulo e mostra que adoção de combustíveis renováveis na frota de ônibus pode evitar 12,7 mil mortes e gerar uma economia de R$ 3,8 bilhões até 2050. Na prática, significa salvar uma vida por dia em todo o período  

São Paulo possui uma frota de quase 15 mil ônibus, responsáveis por quase metade da poluição do ar na cidade – Foto: Dennis Fidalgo

A poluição do ar na maior metrópole do país será responsável por mais de 178 mil mortes e ter um custo de quase R$ 54 bilhões nos próximos 33 anos, ou seja, até 2050, se nada for feito para diminuí-la. Um dos grandes contribuintes de toda esta poluição são os ônibus do transporte público que rodam diariamente pela cidade de São Paulo, despejando fumaça tóxica no ar.

Embora eles representem menos de 3,6% dos veículos a diesel que circulam na região metropolitana, os ônibus são responsáveis por 35,2% do material particulado (fuligem) que é emitido por toda a frota urbana. Substituir completamente o diesel por biodiesel e eletricidade, portanto, pode salvar milhares dessas vidas e economizar bilhões de reais dos cofres públicos. É o que revela o estudo “Avaliação e Valoração dos Impactos da Poluição do Ar na Saúde da População Decorrente da Substituição da Matriz Energética do Transporte Público na Cidade de São Paulo, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em parceria com o Greenpeace,lançado nesta quarta-feira (17).

No estudo os pesquisadores consideraram três cenários possíveis para o período entre 2017 e 2050:

1) A continuidade das políticas atuais para a frota, com predomínio do Diesel B7 (7% de biodiesel na composição).

Neste cenário, contabilizam-se 178.155 mortes atribuíveis à poluição do ar devido ao material particulado inalável fino (MP2,5) e um custo estimado em cerca de R$ 54 bilhões, em valores de 2015, considerando a perda de produtividade destas mortes precoces. Também seriam contabilizadas 189.298 internações públicas e privadas com custo estimado em R$ 634,7 milhões.

2) A adoção de 100% de combustíveis renováveis, na combinação de três tipos de fontes energéticas: biodiesel (B100), híbrida (B100 + elétrica) e elétrica, a partir de 2020.

Estimam-se 12.191 vidas salvas (6,8% do total de mortes) até 2050, o que evitaria uma perda de produtividade estimada em R$ 3,6 bilhões, além da redução de 13.082 internações públicas e privadas.

3) A substituição de 100% de diesel por ônibus elétrico, a partir de 2020.

No cenário mais otimista, seriam 12.796 vidas salvas (7,2%), perda de produtividade evitada estimada em R$ 3,8 bilhões e a redução de 13.723 internações. A substituição da matriz energética atual pelos cenários 2 e 3 representa uma economia de aproximadamente R$ 44, 5 milhões e R$ 46,5 milhões respectivamente, comparado ao B7, em relação a gastos com internações públicas e privadas.

A poluição do ar em São Paulo poderá custar R$ 54 bilhões e 178 mil vidas até 2050 – Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

 “Cigarro sobre rodas”

Os benefícios da eliminação do diesel no transporte público para a saúde e a economia local se devem pela redução de material particulado inalável fino (MP2,5), cujo nível considerado “aceitável” pelo município é o dobro do que recomenda a Organização Mundial de Saúde.

Produzido principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis, automóveis, incineradores, fogões a gás e tabaco, o MP2,5 é capaz de chegar aos pontos mais profundos do pulmão, nos alvéolos pulmonares, onde há trocas gasosas, e entrar na circulação sanguínea causando danos à saúde.

“Os ônibus a diesel são como cigarros sobre rodas – poluem o ar tanto quanto o fumo que foi proibido em locais públicos fechados. Uma hora de exposição ao trânsito equivale a fumar um cigarro”, afirma a médica Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade e uma das coordenadoras do estudo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar é a principal causa de mortes por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente e a líder em riscos para a saúde, superando as mortes por malária, consumo de água insalubre e falta de saneamento básico. Além do câncer de pulmão e de bexiga, a poluição do ar se relaciona à depressão, ao maior risco de arritmias e infarto agudo do miocárdio; bronquite crônica e asma. “Ela pode reduzir a expectativa de vida em 15 anos na cidade”, diz Evangelina.

 

A fumaça emitida pelos ônibus está ligada a diversas doenças cardiorrespiratórias, câncer, depressão e problemas neurológicos. Foto: Natalie Sparaciali

Oportunidade de mudar é agora

A Lei Municipal do Clima (Lei n°14.933/2009) determina que a partir de 2018 toda a frota municipal seja abastecida com 100% combustíveis renováveis. O Greenpeace defende que a medida seja cumprida e já mostrou em outro relatório essa transição para os veículos elétricos é uma medida viável e está ao alcance da Prefeitura, que atualmente prepara uma nova licitação para o sistema de ônibus da cidade, ainda este ano.

“Apesar de ser relativamente pequena diante do total de veículos na cidade, a frota de ônibus é um alvo estratégico e prioritário para intervenção em função do seu grande peso ambiental para a cidade. É possível trocar a frota gradualmente a partir da renovação dos veículos velhos que já é prevista em contrato”, afirma Davi Martins, da campanha de Mobilidade do Greenpeace.

Para o médico patologista e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, Paulo Saldiva, essa dimensão, inclusive financeira, do impacto na saúde, precisa ser levada em conta na tomada de decisões. “Os gestores públicos questionam quanto custa mudar a matriz, mas quanto custa manter a atual? Continuar com o diesel é subsidiar uma política energética ultrapassada com carne humana, a custa da saúde de nossos filhos e das nossas coronárias”, afirma.

Ativistas do Greenpeace realizam pesquisa informal com a população.

 

Natura evita descarte de mais de 5 milhões de garrafas de refrigerante com uso de materiais reciclados

Empresa tem focado no aumento do uso de materiais de menor impacto ambiental

A Natura, ao utilizar materiais reciclados pós-consumo, evitou no ano passado o descarte do equivalente a 5,18 milhões de garrafas PET de dois litros na natureza. Em 2016, foram usadas 243 toneladas de PET reciclado na produção de embalagens para linhas como Ekos, Séve e Natura Homem. A empresa também viabilizou a reciclagem de vidro equivalente a mais de 1,2 milhão de garrafas de 290 ml.

No dia 17 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Reciclagem. A data foi instituída pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para elevar a conscientização sobre a importância fundamental da reciclagem. Segundo dados da Abrelpe, apenas 3% de todos os resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras são reciclados. O índice de reciclabilidade na Natura alcançou 51% em 2016.

A escolha do portfólio de produtos da Natura tem sido essencial para os resultados obtidos nos últimos anos. A empresa tem focado no aumento do uso de materiais de menor impacto ambiental, como produtos da linha de perfumaria com vidro reciclado e a linha Ekos, que já conta com frasco feito inteiramente de PET reciclado.

Além do uso de materiais reciclados pós-consumo, a Natura também investe no aumento do uso de polietileno verde (PE verde), plástico produzido a partir do etanol de cana de açúcar, uma matéria-prima renovável, enquanto os polietilenos tradicionais utilizam matérias-primas de fonte fóssil, como petróleo ou gás natural. O PE verde apresenta mesmo potencial de reciclagem que o PE tradicional.

Apenas na linha regular de cabelos Plant, o uso de PE verde evita a emissão de 802 toneladas de carbono por ano, uma redução de gases de efeito estufa equivalente a 138 viagens de carro em volta da Terra.

Os consumidores que comprarem produtos pelo Rede Natura, o canal digital da empresa, conseguem avaliar o impacto que sua aquisição gera na sociedade e no planeta. Ao fim da compra, o consumidor recebe informações sobre conservação de floresta em pé e redução na geração de lixo gerados por aquele item, por exemplo.

Ciclo da reciclagem

O desenvolvimento da cadeia de uso de materiais reciclados, com estímulo de todos os elos, é parte importante dessa estratégia. A empresa participa, por exemplo, de um projeto setorial de mobilização para a coleta de embalagens pós-consumo em cooperativas de catadores para viabilizar e melhor a cadeia de reciclagem.

Ao usar materiais pós-consumo, a Natura fecha também fecha o ciclo de reciclagem, estimula a demanda final por material reciclado, fortalece as cooperativas de catadores e diminui o impacto ambiental gerado pela produção de embalagens, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade. Do total de embalagens produzidas pela companhia, 20% já são ecoeficientes – ou seja, têm 50% a menos de plástico na sua composição ou mais da metade dos materiais são reciclados pós-consumo ou de origem renovável.

Além da preocupação com o ciclo de reciclagem das embalagens após o consumo, a empresa desenvolveu uma calculadora de impacto ambiental que auxilia os pesquisadores na etapa de concepção dos novos produtos. Essa ferramenta auxilia os pesquisadores a aprimorar os impactos ambientais dos novos produtos, contribuindo para elevar o índice de reciclagem.

“Seguimos transformando el país”

EXCLUSIVO> ENTREVISTA A CÉSAR NAVARRO, MINISTRO DE MINERÍA DE BOLIVIA

“La fuerza de nuestro proceso revolucionario está en su base orgánica”, sostiene Navarro.

A diferencia de Argentina y Brasil, que viraron a la derecha, y de la creciente inestabilidad política en Venezuela, el Movimiento al Socialismo liderado por Evo Morales sigue firme y se propone nuevos objetivos transformadores. Uno de sus ministros más destacados los repasa en esta entrevista de Cash, en su paso por Buenos Aires. Además, explica las características particulares de la actividad minera en Bolivia.

El contexto político en América latina no es el de años atrás. La Argentina registró un viraje hacia la derecha, mientras que en Brasil y en Venezuela domina la inestabilidad. Sin embargo, en Bolivia el Movimiento al Socialismo (MAS) liderado por Evo Morales sigue firme y se propone nuevos objetivos transformadores hacia adelante. “La cualidad de Bolivia es que sustituyó el concepto de partido político por la realidad del sindicato. Por eso, la fortaleza de nuestro proceso revolucionario es su base orgánica. Vamos a seguir profundizando y transformando nuestro país y consolidando el Estado plurinacional”, afirma César Navarro, ministro de Minería y Metalurgia, quien asistió hace dos semanas en Buenos Aires a la reunión de ministros de Minería de América latina. Navarro es uno de los fundadores del MAS, fue jefe de bancada del partido en la Cámara de Diputados y viceministro de Coordinación con Movimientos Sociales y Sociedad Civil del Ministerio de la Presidencia. En diálogo con Cash, explicó cómo funciona el sector minero en Bolivia y adelantó que el país vecino planea tener para 2020 su propia fundidora de zinc. Admitió algunos errores de gestión en los últimos años que impidieron aprovechar el boom de precios y contó cuáles son las características extraordinarias de Evo.

De entrada, Navarro aclara el rol de la minería en Bolivia: “En nuestro país, la minería no es una actividad productiva más. Está vinculada íntimamente a la historia política, de hecho la minería en el Alto Perú ha sido la motivación de la conquista española. Por su parte, la clase obrera minera ha estado en la vanguardia de los movimientos obreros en la región, con los momentos épicos de la revolución nacional de 1952, la asamblea popular del 71 y la reconquista de la democracia en 1982. Es decir, la clase obrera minera está íntimamente vinculada a la historia política del país”.

¿Cómo se distribuye la renta minera en Bolivia?

–El sector minero es el principal exportador, pero no tiene el mismo nivel de comportamiento tributario, ya que el primer aportante de recursos fiscales al Estado es la explotación hidrocarburífera. En cuanto a la renta minera, en primer lugar tenemos la regalía minera, que llega hasta el 7 por ciento de la exportación según el mineral independientemente de las ganancias de la empresa. No es impuesto sino una compensación por la explotación de un recurso natural no renovable. Luego tenemos el impuesto a las utilidades que es el 25 por ciento y la alícuota adicional que es del 12,5 por ciento. En el departamento de Potosí, de donde yo vengo, la minería representa el 65 por ciento del presupuesto anual.

¿Cuál es el peso del Estado en la producción minera?

–El 33 por ciento de las áreas mineras están en manos del Estado boliviano, pero representan sólo el 10 por ciento de la producción. El sector cooperativo cuenta con el 15 por ciento de las áreas y aporta 20 por ciento de la producción, mientras que el sector privado tiene el 10 por ciento del área concesionada pero el 70 por ciento de la producción.

¿De qué nacionalidad son los capitales que invierten en la minería boliviana?

–La mayor inversión se ubica en el sudoeste potosino, en la frontera con Chile. Allí lo capitales japoneses explotan zinc. En segundo lugar está Panamerican Silver, de Canadá. También está la suiza Glencore y hay capitales chinos.

¿Cuál es su postura en relación a la cuestión medioambiental y de la seguridad industrial en el sector minero?

–La minería en Bolivia es muy heterogénea. Las cooperativas hacen uso intensivo de la mano de obra y concentran cerca de 100 mil trabajadores, mientras que las empresas estatales y el sector privado, con matices, utilizan de forma más intensiva la tecnología. Cada sector tiene códigos de seguridad industrial. La minería es contradictoria. Cuando baja la cotización de los metales hay molestia porque se pierden puestos de trabajo y el Estado deja de percibir recursos, pero cesa la contaminación ambiental. Y cuando sube la cotización, los sectores sociales están tranquilos pero los ambientalistas salen a movilizarse sin tomar en cuenta la dimensión laboral.

¿Qué impacto tuvo en la actividad minera el boom de los precios de los metales y qué perspectivas tiene el sector hacia adelante?

–Las altas cotizaciones de 2011 fueron un boom que nos ha generado un perjuicio muy grande. No hemos planificado, hemos extraído mineral de manera irracional. Es decir, no hemos acompañado los tiempos de altos precios con reinversión en explotación para prepararnos para las ´vacas flacas´. En tiempos de bajos precios, si incrementás la producción bajando tus costos de operación puedes mantenerte como empresa abierta, pero si no has invertido en más áreas ni en capital y tecnología, tus costos de operación no bajan. Ese ha sido un error nuestro que nos golpeó en 2015. Felizmente, en 2016 celebramos un acuerdo con el sector privado para mantener los volúmenes de producción y así evitar despidos. En algunos casos no logramos incrementos salariales, pero mantuvimos las fuentes de trabajo. Las cotizaciones actuales nos permiten tener cierto margen de ganancia, aunque no los de 2011. Creemos que de acá hacia adelante no habrá un incremento sustantivo en los precios, pero tampoco van a bajar. Es el tiempo de ampliar la actividad productiva y sobre todo construir plantas de refinación y fundición, porque el gran problema desde la época de los españoles es que somos proveedores de concentrados de minerales para los hornos de fundición que ahora están en Estados Unidos, Europa y China. Hoy queremos proveer a la industria mundial y la única forma es que tengamos el mineral metálico con fundidoras de zinc. Es el reto que nos hemos propuesto. Industrializar lingotes metálicos del zinc para 2020 o 2021.

 

EXCLUSIVO: AUTORIDADE INTERNACIONAL PEDE QUE FERNANDO PIMENTEL NÃO PRIVATIZE CIRCUITO DAS ÁGUAS EM MG

 

O ESTADO DE MINAS Gerais abriu licitações para que a gestão das fontes de água mineral siga o modelo de parcerias público-privadas em duas das dez cidades do Circuito das Águas. A privatização é criticada pela presidente do conselho Food and Water Watch e ex-conselheira da Assembléia Geral da ONU, Maude Barlow, em carta enviada ao governador Fernando Pimentel (PT-MG), a qual The Intercept Brasil teve acesso. A especialista lembra ao governador que a demanda por água vai superar a oferta em 40% em menos de uma década e que, por isso, é preciso proteger as reservas hídricas como um patrimônio público e um direito humano — e não enxergá-las como mercadoria.

Barlow foi procurada por cidadãos de Cambuquira (MG) organizados na ONG Nova Cambuquira, cidade que recebeu em 2014 o certificado de “Comunidade Azul”. O mérito é dado a municípios que sigam três regras: reconhecimento legal da água como direito humano, serviços de água com gestão e financiamento 100% públicos e banimento da venda de água engarrafada em instalações e eventos públicos.

Apenas 22 cidades no mundo (entre elas Paris, na França, e Berna, na Suíça) possuem o selo dado pelo Conselho dos Canadenses, do qual Barlow é presidente. Cambuquira é a única cidade brasileira a receber o selo. Colocar suas fontes sob gestão de PPPs fará o município perder não apenas o reconhecimento internacional, como também o controle sobre um recurso extremamente valioso.

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Vista superior da cidade de Cambuquira, em Minas Gerais.

Foto: Circuito das Águas (divulgação)

“Estou profundamente decepcionada em ver um patrimônio hídrico tão único ser encarado como uma mercadoria a ser engarrafada e vendida.”

Essas são algumas das palavras de Barlow na carta. A canadense também é conselheira do World Future Council, com sede em Hamburgo e, entre 2008 e 2009, atuou como Conselheira Sênior de Água do Presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas. Ela liderou a campanha que fez a ONU reconhecer, em 2010, a água potável como um direito humano.

No documento enviado ao governador mineiro, Barlow pede que Pimentel “proteja as águas de sua região” pelo bem das próximas gerações:

Clique aqui para ler o documento original, em inglês, ou leia abaixo a tradução:

2 de março de 2017

Sr. Fernando Pimentel

Governador

Estado de Minas Gerais, Brasil

Prezado Sr. Fernando Pimentel,

Em 2014, tive a oportunidade de visitar a cidade de Cambuquira e conhecer a maravilhosa região do circuito das águas.  A meu ver, é uma região única no mundo com diversas fontes de água mineral.  Em minha visita a Cambuquira, tive a honra de premiar a cidade com o certificado “Comunidade Azul”, colocando Cambuquira junto às 18 Comunidades Azuis do Canadá, às cidades de Saint Gallen e Bern na Suíça e a Paris. Fico feliz em ver uma comunidade tão pequena como Cambuquira envolvida com a defesa da água como um direito humano e bem público sob controle público. É um exemplo para outras comunidades do mundo.  Também é uma combinação rara de um lugar especial em termos de fontes de água mineral com um grupo dedicado de cidadãos locais comprometidos com sua proteção. Seu empenho e entusiasmo me inspiram.

Através desse grupo de cidadãos, fui informada de que a empresa estatal proprietária dos parques hídricos — CODEMIG — anunciou a abertura de uma licitação para uma Parceria Público-Privada para que uma empresa privada possa então explorar, engarrafar e vender a água mineral desses parques hídricos. Estou profundamente decepcionada em ver um patrimônio hídrico tão único ser encarado como uma mercadoria a ser engarrafada e vendida.

Cambuquira e outras cidades do circuito das águas, com seus parques hídricos, merecem um futuro melhor, um futuro azul. Peço que reconsidere a decisão dessa PPP e, pelo contrário, dê total apoio a um projeto regional de desenvolvimento sustentável que possa vir a se tornar um exemplo para o mundo. Fui informada de que a Universidade Federal de Lavras e a Universidade de Bern da Suíça — ambas “universidades azuis” — estão dispostas e já estudam propostas para a região em cooperação com os cidadãos interessados de Cambuquira. Da minha parte, gostaria de apoiar da forma possível todos os esforços por uma cooperação internacional mais ampla em torno de Cambuquira e da região do circuito das águas.

Prezado Governador, as fontes hídricas do planeta enfrentam uma situação terrível de acordo com um relatório da ONU que revela que, em menos de uma década, a demanda por água vai superar a oferta em 40%. Precisamos nos mobilizar agora para proteger as preciosas águas de nossas comunidades como um patrimônio público e um direito humano, e precisamos que o senhor proteja as águas de sua região.  As gerações futuras lhe agradecerão.

Obrigada por seu tempo e atenção,

Maude Barlow

Presidente Nacional, Conselho de Canadenses, Ex-consultora sênior da Assembleia Geral da ONU

Superexploração de água em cidade vizinha acendeu o sinal de alerta

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) é detentora da concessão das fontes de águas minerais das marcas Araxá, Caxambu, Cambuquira e Lambari, extraídas e produzidas nos municípios com os mesmos nomes. É a Codemig que está liderando as negociações para a PPP.

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Parte do Parque das Águas da cidade de Caxambu, em Minas Gerais.

Foto: Roberto Seba/Circuito das Águas (divulgação)

A privatização do serviço de exploração das águas minerais de Cambuquira e de sua vizinha Caxambu começou a ser negociada em fevereiro. As águas produzidas nos dois municípios participam de festivais gastronômicos internacionais, como o Madrid Fusion. A água Cambuquira se encaixa no conceito de “água exclusiva”, premiada como uma das melhores do mundo e vendida a preços acima da média, fazendo concorrência com a francesa Perrier.

Preocupados com problemas recentes na cidade vizinha de São Lourenço — que vendeu suas fontes à Nestlé e deixou de fazer parte do Circuito das Águas — os moradores procuraram as autoridades de defesa da água como direito humano. O Circuito das Águas é um conjunto de 10 municípios ricos em fontes naturais de água mineral. No lugar de São Lourenço, hoje figura o município de Maria da Fé.

O caso São Lourenço

É observando o ocorrido em São Lourenço — localizada a 63 km de distância — que se entende o medo dos moradores de Cambuquira. Ali é produzida a água que leva o nome da cidade, hoje uma marca pertencente ao grupo Nestlé.

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Vista do Parque de Águas de São Lourenço antes da venda.

Fonte: Circuito das Águas (divulgação)

Problemas com as fontes geridas pela empresa suíça no Parque das Águas levaram os cidadãos de São Lourenço a entrarem na justiça contra a Nestlé. A empresa chegou a espionar ativistas locais que defendiam a água como direito humano.A polêmica ganhou um capítulo próprio no livro-reportagem francês “Affaire classée. Attac, Securitas, Nestlé” (em português, Caso arquivado, Attac, Securitas, Nestlé) que revela as investigações feitas pela empresa Securitas, contratada pela Nestlé para infiltrar agentes na ONG Attac (sigla em francês para Associação pela Tributação de Operações Financeiras e pela Ação Cidadã).

Franklin Frederick, carioca, ativista pela água apoiado pela Attac, foi o alvo das investigações da Securitas a mando da Nestlé, como conta o livro:

“Quando Sara Meylan começa sua atividade de espionagem na Attac, Franklin Frederick estava na Suíça. Fazia certo tempo que ele lutava para atrair a atenção de apoiadores da alterglobalização para o combate que ele mesmo e mais 3 mil habitantes da pequena cidade brasileira de São Lourenço travaram ao assinar, em 2000, uma petição contra as ações da Nestlé em sua cidade. Ele se encontrava na Suíça para mobilizar as igrejas, alertar a imprensa, sensibilizar tantos quanto possível. Franklin Frederick pertence àquela categoria de gente combativa que não se intimida pela multinacional.”

O abaixo-assinado fez com que o Ministério Público de São Lourenço ajuizasse uma Ação Civil Pública ambiental contra a Nestlé em dezembro de 2001. Ao passarem para as mãos da Nestlé, as águas de uma das fontes da cidade começaram a ser tratadas segundo um processo conhecido como osmose reversa, proibido pelo Código de Águas Minerais. Os minerais eram completamente retirados, depois apenas sais selecionados eram adicionados — artificialmente — à composição da água, que era embalada sob a marca Pure Life.

A empresa já enfrentou problemas similares em outros lugares no mundo, como nos Estados Unidos:

O problema de São Lourenço ficava mais evidente nos relatos dos moradores da região, que começaram a denunciar que as águas estavam perdendo o sabor, as fontes estavam diminuindo a vazão e novas rachaduras apareciam no chão em torno de alguns pontos onde a água brotava do solo.

A razão dos relatos foi apontada na denúncia do ministério público: superexploração das águas. A média de 6,2 milhões de litros extraídos em 1972 saltou para 27,6 milhões em 1999. A Nestlé assumiu em 1994 a Perrier Vittel do Brasil e desde então passou a ter direito de explorar o subsolo e as águas minerais no município.

O resultado final do embate jurídico foi um Termo de Ajuste de Conduta onde a empresa se comprometeu, entre outras ações, a acabar com as atividades ilegais, interrompendo a produção de Pure Life, e a reflorestar 26m² do parque com mata nativa. No entanto, moradores estão novamente na justiça denunciando a empresa por ter secado os lençóis freáticos de todo o parque.

É o tipo de problema que a carta endereçada ao governador tenta evitar que se repita nas cidades vizinhas.

ENTRE EM CONTATO:

Helena Borgeshelena.borges@​theintercept.com@HelenaTIB

 

ENTENDENDO A RELAÇÃO: BICICLETA, CIDADES E SUSTENTABILIDADE.

“Diga e eu me esquecerei, mostre-me e talvez me lembre, envolve-me e compreenderei.” (Benjamin Franklin)

Sustentável, saudável, rápida e acessível. A bicicleta é hoje um meio de transporte fundamental para os centros urbanos

Nos fóruns sobre sustentabilidade das cidades os planejadores urbanos, que vislumbram cidades mais humanas, buscam a criação de novos paradigmas para planejamento urbano, percebe-se que as cidades são o ‘ecossistema’ do bicho homem, ecossistemas complexos e capazes de impactar todos os outros ecossistemas do planeta, devido principalmente à demanda crescente por insumos, energia e espaços para depuração de seus rejeitos.
Fatores ambientais com o ar (que respiramos), uso racional de energia, mitigação dos impactos do trânsito, são nos dias de hoje fatores sine qua non para que as cidades não se tornem um ambiente ‘inabitável’.
É imprescindível entender que o paradigma em construção visa demonstrar que a sustentabilidade urbana abrange questões mais amplas que o conceito de sustentabilidade do senso comum. Pois o ambiente humano/urbano possui como pilares, o social, o econômico, e o político, além dos aspectos essencialmente ecológicos.
Cidades como Amsterdã e Copenhague, entre outras já perceberam e incorporaram em seu planejamento do uso dos espaços urbanos a bicicleta como um elemento essencial a relação homo sapiens/cidade.
Fator este que comprovadamente vem promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população, reduzindo a poluição do ar, o número de acidentes (e consequentemente os custos da saúde pública) entre outros ganhos.
Infelizmente o uso da bicicleta no Brasil ainda enfrenta forte preconceito, principalmente devido à falta de cidadania, e noções básicas do que é sustentabilidade.
A proposta do Projeto EcoBike é atuar principalmente no processo comportamental (emoção, pensamento e fisiologias), utilizando a bicicleta com ferramenta de interação entre os indivíduos,  fazendo os participantes perceberem os espaços urbanos, naturais, seu bairro, sua comunidade.
O projeto busca demonstrar o quanto é importante o uso da bicicleta, o quanto ela é sustentável e viável como meio de transporte em uma planície com a nossa pela terra de luz e madrigais.

Roger Rangel Coutinho
Administrador – M.Sc. Eng. Ambiental

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